A Ucrânia lançou este domingo um dos maiores ataques com drones contra a Rússia desde o início da guerra, atingindo um terminal petrolífero, instalações elétricas e um centro de dados na região de São Petersburgo.
Moscovo afirma, segundo a CNN Portugal, ter neutralizado 1.015 drones durante a noite. As autoridades russas registaram pelo menos um morto e cinco feridos, enquanto cerca de 20 mil pessoas ficaram sem eletricidade.
O ataque ocorreu depois de Volodymyr Zelensky acusar a Rússia de ter violado repetidamente as tréguas energéticas anunciadas por Donald Trump. Segundo o Presidente ucraniano, Moscovo atacou instalações de eletricidade, petróleo e gás 76 vezes na última semana.
Na noite de sábado para domingo, novos bombardeamentos atingiram subestações em quatro regiões ucranianas. Zelensky anunciou dois mortos e 12 feridos nos ataques russos.
Segundo a mesma fonte, o Kremlin garantiu que a ofensiva ucraniana não alterará os objetivos militares de Moscovo.
Entretanto, aumentaram as divergências entre Kiev e Washington, depois de Trump ter suspendido temporariamente sanções sobre o setor energético russo e criticado os ataques ucranianos às refinarias. Zelensky considera que o alívio das restrições favorece Vladimir Putin. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justificou a decisão com a necessidade de avaliar, durante 60 dias, as consequências das sanções para a economia mundial.
Apesar das tensões, Zelensky retomou os contactos com Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados de Trump para as negociações de paz, procurando reabrir o diálogo diplomático.
A guerra provocou também um alerta na Lituânia, depois de um drone ter entrado no espaço aéreo do país. Foram mobilizados caças da NATO e as autoridades ucranianas admitiram que um aparelho seu possa ter sido desviado por sistemas russos de guerra eletrónica.
Kiev lamentou o incidente e prometeu colaborar na investigação, refere a fonte deste jornal.

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