domingo, 18 outubro 2026

C Cultura

São Vicente: Instituto do Património Cultural investe oito mil contos na reabilitação de dois faróis

O Instituto do Património Cultural (IPC) vai investir cerca de oito mil contos na reabilitação arquitectónica e valorização dos faróis Dom Luís e Dona Amélia, na ilha de São Vicente, cujas obras já arrancaram. 

 

Em declarações à Inforpress, a presidente do IPC, Ana Samira Silva, elucidou que as obras decorrem no âmbito de um projecto de valorização do património faroleiro financiado pela Cooperação Espanhola, no montante global de 62 mil euros, abrangendo oito faróis distribuídos por cinco ilhas.

Segundo a responsável, as obras contemplam a reabilitação arquitectónica dos edifícios, a correcção das patologias de degradação existentes e a melhoria das condições de acessibilidade, com destaque para o Farol Dona Amélia.

“Vamos introduzir uma melhoria significativa ao nível da acessibilidade, tendo em conta um dos objectivos do projecto, que é a valorização turística dos faróis. Também vamos trabalhar a componente da interpretação do património”, afirmou.

Conforme o IPC, o projecto de reabilitação dos faróis Dom Luís e Dona Amélia visa reforçar a preservação do património marítimo nacional, promovendo estes equipamentos como “elementos da identidade histórica do país e factores de desenvolvimento sustentável das zonas costeiras”.

A intervenção é financiada pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e resulta de uma parceria entre o Instituto do Património Cultural e o Instituto Marítimo e Portuário (IMP).

De acordo com o IPC, com esta empreitada, os faróis Dom Luís, que se localiza no canal entre São Vicente e São Pedro, e Dona Amélia, na ponta Machado, em São Pedro, passam a integrar o conjunto de equipamentos abrangidos pelo programa nacional de recuperação do património faroleiro. 

Quatro faróis já foram reabilitados no país e outros dois deverão iniciar o respectivo processo de recuperação até ao final deste ano.

“O projecto assenta-se numa abordagem que procura conciliar a função dos faróis como infraestruturas de apoio à navegação marítima com a sua valorização enquanto património cultural e recurso de interesse turístico, através da preservação da sua autenticidade e da criação de espaços de interpretação da memória marítima e de dinamização das economias locais”, referiu o IPC.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
11 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
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