sexta-feira, 16 outubro 2026

China promete "zero restrições" ao investimento estrangeiro no seu setor industrial

A China vai levantar as restrições ao investimento estrangeiro no seu setor industrial, como parte das políticas de abertura de Pequim, afirmou hoje um responsável do Governo chinês, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.

A China vai "tomar novas medidas" para facilitar o acesso ao seu mercado e melhorar o ambiente de negócios para as empresas estrangeiras, disse Zhu Bing, diretor-geral do departamento de gestão do investimento estrangeiro do Ministério do Comércio, em conferência de imprensa.

O responsável afirmou que o conjunto de indústrias que promovem o investimento estrangeiro será alargado e que serão feitos progressos na "abertura ordenada" de setores específicos como as telecomunicações, a Internet, a educação, a cultura e a saúde.

Para o efeito, serão revistas as regulações, com o objetivo de dar maior apoio ao investimento a longo prazo e de alta qualidade nos mercados de capitais do país asiático.

Zhu assegurou que a China continua a ser um destino atrativo para o capital estrangeiro e que mantém "intactas" as suas vantagens, entre as quais destacou especificamente as bases económicas "sólidas", o seu "vasto" mercado, os fornecimentos industriais de alta qualidade e o "talento excecional" disponível no seu mercado de trabalho.

No primeiro semestre do ano, o investimento direto estrangeiro na China caiu 29,1% em relação ao ano anterior, para 498,91 mil milhões de yuan (64,134 mil milhões de euros), segundo os dados oficiais, embora os responsáveis citados pela imprensa local afirmem que se trata apenas de uma descida "temporária".

De acordo com um relatório recente citado pelo diário de Hong Kong South China Morning Post, em 2023, as seis principais economias do Sudeste Asiático (Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietname) ultrapassaram a China em termos de investimento direto estrangeiro: 206 mil milhões de dólares contra 43 mil milhões.

Além disso, estes países atraíram mais 37% de investimento direto estrangeiro entre 2018 e 2022, contra 10% da China, segundo a mesma fonte.

Este facto deve-se à estratégia de diversificação seguida por muitas empresas e à redução da competitividade da China devido ao aumento dos custos e ao impacto das taxas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos e outros países sobre importações oriundas da China.

A Semana com Lusa

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
11 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
13 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport