quinta-feira, 15 outubro 2026

Familiares pedem justiça pela morte de Felisberto Vieira Lopes por ainda desconhecerem as causas

Jorge Rocha falava hoje no Palácio da Presidência da República, na cidade da Praia, na cerimónia solene de condecoração de Felisberto Vieira Lopes, a título póstumo, com o Segundo Grau da Ordem Amílcar Cabral.

Segundo a mesma fonte, os familiares até o momento desconhecem as causas da morte de Felisberto Vieira, quando já se passaram quatro anos do seu falecimento.

“Ainda não sabemos de nada, pelo menos que haja esclarecimentos, até para a sua alma descansar em paz e a própria família ficar com uma visão das coisas”, mencionou Jorge Rocha, que alegou que este caso se encontra em segredo de justiça.

No entanto, considerou que a homenagem a Vieira Lopes nesta altura dos 50 anos da libertação dos presos políticos no Campo de Concentração do Tarrafal, representa “algo benéfico”.

“Mostra que a luta e obra de Vieira Lopes não foram em vão, mas cada coisa tem o seu tempo e a sua hora”, salientou.

A condecoração, a título póstumo, representa o “reconhecimento à sua atuação destemida e marcante em defesa dos direitos inalienáveis dos então presos perante os tribunais”, de acordo com o Presidente da República.

A iniciativa Presidencial também enalteceu o reconhecimento da sociedade a Vieira Lopes, “heroico Combatente pela Liberdade”, como “um nacionalista a tempo inteiro, defensor da dignidade da mulher e do homem das ilhas, mas também de toda a África”.

Felisberto Vieira Lopes nasceu em Santa Catarina, em 1937, e faleceu aos 83 anos, a 03 de Abril de 2020, no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia.

Licenciado em Direito, em Lisboa (Portugal), colaborou no boletim dos alunos do Liceu Gil Eanes e no Novo Jornal de Cabo Verde e, depois da independência de Cabo Verde, publicou na revista Raízes entre outras.

Tem obra literária publicada em várias antologias, nomeadamente em Literatura Africana de Expressão Portuguesa, (vol. l, poesia) Argel (1967); na Antologia Temática da Poesia Africana l e II, Lisboa (1976, 1979), e em Contravento - Antologia Bilingue de Poesia Cabo-verdiana, Taunton, Massachusetts (1982).

A Semana com Inforpress

 

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
11 dias atrás

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