sexta-feira, 16 outubro 2026

INSP aposta na formação em epidemiologia de campo para reforçar capacidade de reposta nacional

A iniciativa, segundo a médica epidemiologista Janilza Silva do INSP, integra o Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo, uma abordagem internacional focada na capacitação prática de profissionais ligados à vigilância em saúde.

Segundo a responsável, a formação segue o modelo “uma só saúde”, envolvendo áreas humana, animal e ambiental, e reúne participantes de sectores como serviços de saúde, Ministério da Agricultura e Ambiente, Forças Armadas e Polícia Nacional.

“Essa formação surge no sentido de colmatar a falta de epidemiologistas de campo no país. O objectivo inicial é capacitar pessoas para reconhecer situações de risco, compilar, analisar dados e encaminhá-los para a liderança competente, permitindo decisões baseadas em evidência”, afirmou.

A formação, na sua vertente “linha da frente”, considerada o nível básico, decorre ao longo de três meses, conta com a participação de formandos de diferentes ilhas, cuja selecção foi feita através do concurso público e está estruturada em três momentos presenciais intercalados com períodos de aplicação prática nos locais de trabalho dos participantes.

De acordo com Janilza Silva, o curso privilegia a componente prática, representando cerca de 75 (%) da carga formativa, com os formandos a desenvolverem produtos como relatórios de vigilância epidemiológica, investigações de casos e de surtos.

“Quando falamos de vigilância, falamos de ter informação para a acção. É essencial termos dados que permitam orientar decisões e respostas em saúde pública”, sublinhou.

A epidemiologista destacou ainda que já existem mais de 100 profissionais com formação básica no país, mas defendeu a necessidade de reforçar a capacidade ao nível local, sobretudo nos municípios e centros de saúde.

“Temos participantes de diferentes níveis, desde centros de saúde do interior, como Ribeira da Cruz, em Santo Antão, até estruturas centrais. A ideia é garantir que, onde quer que estejam, consigam aplicar os princípios da epidemiologia”, acrescentou.

Informou, por outro lado, que a iniciativa se enquadra também nos compromissos internacionais assumidos por Cabo Verde no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional, que prevê o reforço das capacidades nacionais para prevenir, detectar e responder a emergências de saúde pública.

“O INSP vai já na oitava edição desta formação e considera que a elevada procura demonstra a confiança dos profissionais na qualidade e relevância do programa para o fortalecimento do sistema nacional de saúde”, concluiu.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
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