quinta-feira, 15 outubro 2026

Projecto de empregabilidade reforça reinserção social na Cadeia Central da Praia

O projecto contempla a implementação de unidades produtivas nas áreas de padaria e pastelaria, arte em cabedal, corte e costura, bem como actividades agrícolas, incluindo agricultura tradicional e técnicas de aeroponia, além da criação de gado.

Durante uma visita às novas instalações, a ministra da Justiça, Joana Rosa, vincou que a iniciativa tem como objectivo central “preparar os reclusos para o cumprimento da pena, dotando-os de competências técnicas que lhes permitam ingressar no mercado de trabalho ou criar o próprio negócio”.

Segundo a governante, a produção desenvolvida no interior do estabelecimento prisional tem uma dupla finalidade, sendo uma delas a contribuição para a melhoria das condições alimentares dos reclusos, através do auto abastecimento em produtos como pão e hortícolas, e gerar excedentes destinados à comercialização no mercado local.

A mesma fonte indicou que os produtos confeccionados nas oficinas e unidades agrícolas do estabelecimento prisional já foram apresentados em feiras e mercados da cidade da Praia, onde registaram procura assinalável, sobretudo nas áreas de arte em cabedal e produção agrícola.

O projecto integra ainda acompanhamento psicossocial e formação contínua, numa lógica que articula capacitação profissional com preparação para a reintegração comunitária.

Por seu turno, o embaixador de Portugal em Cabo Verde, João Queiroz, considerou que a iniciativa representa “uma parceria estruturante entre os dois Estados”, sublinhando que o foco é assegurar que, ao cumprirem a pena, os reclusos disponham de condições concretas para se reintegrarem na sociedade.

No âmbito da cooperação, está igualmente prevista a disponibilização de kits de apoio a alguns formandos, com vista à continuidade das actividades iniciadas na prisão, após a libertação.

O Projecto de Empregabilidade na Cadeia Central da Praia enquadra-se na política de reinserção social em meio prisional, apostando na formação profissional como instrumento de redução da reincidência e promoção da inclusão socioeconómica.

De recordar que os reclusos contemplados com a formação são previamente sujeitos a um processo de selecção rigoroso, sendo requisito essencial terem já cumprido, pelo menos, dois terços da pena aplicada.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
11 dias atrás

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