quinta-feira, 15 outubro 2026

Ordem dos Médicos de Cabo Verde acompanha “com muita preocupação" caso da criança Dário

Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de abertura do V Simpósio Científico-Cultural,  Francisco Amado  esclareceu que até ao momento a OMC “não recebeu qualquer denúncia formal”, mas mantém o acompanhamento do processo devido à sua complexidade e às questões levantadas no espaço público.

“É um caso que, como já é do conhecimento público, a OMC  não recebeu nenhuma denúncia, mas está sendo acompanhado”, afirmou.

Segundo explicou, uma das entidades com competência para investigar já desencadeou um inquérito, cujo desfecho será determinante para eventuais posicionamentos da Ordem dos Médicos.

“Há um inquérito que já foi aberto, e a OMC continuará a acompanhar este caso com muita atenção e preocupação”, disse.

Francisco Amado alertou, no entanto, para aspectos éticos e deontológicos que considera preocupantes, sobretudo a exposição de dados clínicos e pessoais do paciente em espaços públicos e redes sociais.

“Trazer dados pessoais e clínicos de pacientes para serem discutidos nas redes sociais e na comunicação pública não é recomendável”, sublinhou, defendendo o respeito pelo segredo profissional.

O bastonário garantiu que a OMC poderá intervir, caso se justifique, após a conclusão do inquérito, e assegurou vigilância quanto à transparência do processo.

“A OMC tomará posição se se mostrar necessário e estará atenta a todos os aspectos, incluindo a transparência do inquérito”, afirmou.

Apesar da polémica em torno do caso, Francisco Amado destacou avanços registados no sistema nacional de saúde, nomeadamente na área da nefrologia, com a introdução da diálise e a realização de transplantes renais no país.

O responsável considerou esses progressos como ganhos importantes para os doentes e motivo de orgulho para a classe médica cabo-verdiana, reiterando o compromisso da Ordem em defender todas as iniciativas que tragam benefícios à população.

Dário Tavares Silva, natural de Achada Laje (Santa Cruz), foi diagnosticado com um tumor ósseo há cerca de um ano e chegou a ser internado no Hospital Universitário Agostinho Neto, mas a família optou por continuar os cuidados em casa após a não aprovação da sua transferência para Portugal, devido ao estado avançado da doença.

O caso tornou-se público a 04 de Março, quando o Projecto Zé Luís Solidário pediu apoio para levá-lo a Dacar (Senegal), objectivo que se concretizou a 15 do mesmo mês, tendo o menino viajado com a mãe e, após novos exames, sido submetido a uma cirurgia numa clínica da capital senegalesa - resultou com a amputação de um dos braços.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
11 dias atrás

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