quinta-feira, 15 outubro 2026

Governo moçambicano reconhece "alguma pressão" sobre os postos de combustíveis

“Efectivamente, temos estado a acompanhar alguma pressão sobre as bombas. A informação existente é que há disponibilidade, ainda, de stock. Eu não poderia aqui transmitir a mensagem de quantos dias, quantas semanas, mas este é um assunto de seguimento diário ao nível do Governo”, disse o ministro Salim Valá.

“É uma preocupação central da sociedade, da economia, do desenvolvimento do nosso país. Portanto, neste momento, o que podemos dizer que reconhecemos que há alguma pressão sobre isso”, acrescentou o governante ao referir-se nomeadamente às longas filas de espera que estão a registar-se actualmente nas bombas de combustível da capital, numa altura em que alguns países começam já a enfrentar quebras no seu abastecimento.

“Muitas vezes, esta forma como funciona a dinâmica económica é muito baseada em percepções e expectativas. Aquilo que nós transmitimos, como órgãos de comunicação social também, pode fazer com que as pessoas corram todas para as bombas ou as pessoas mantenham a sua normalidade como faziam antes da crise. Portanto, a economia funciona muito na base das expectativas, mas também na base das percepções”, declarou o ministro moçambicano da planificação e desenvolvimento.

Ao recordar que Moçambique ainda não aumentou o preço dos combustíveis, Salim Valá reconheceu no entanto que “esta é uma possibilidade que poderá ocorrer, como aconteceu com outros países. Não aumentaram o preço dos combustíveis porque tinham vontade de o fazer. Mas vamos aguardar, vamos gerir este momento difícil e vamos esperar que a situação no Médio Oriente se normalize e que efectivamente este, que não era um problema, possa ser ultrapassado naturalmente”.

Há algumas semanas, no começo do mês de Março pouco depois do início do conflito no Médio Oriente, o governo moçambicano mostrou-se confiante relativamente às reservas de petróleo de que o país dispunha, referindo que o abastecimento estava garantido até Maio.

Contudo, passadas várias semanas e sem saída de crise à vista no Médio Oriente, esta segunda-feira, o Presidente moçambicano avisou que a “crise de combustíveis” provocada pode chegar a Moçambique a “qualquer altura”.

Neste sentido, Daniel Chapo preconizou a aposta no transporte público para mitigar essas consequências e anunciou a disponibilização de veículos. “Ao colocarmos as viaturas para os 15 municípios da zona centro e norte e no próximo mês de Maio para a zona sul, é exactamente para anteciparmos a crise de combustíveis que a qualquer altura pode chegar, por causa da guerra, que sabem muito bem, entre o Irão, Estados Unidos e Israel. E com transporte público podemos minimizar o impacto desta crise”, disse o chefe de Estado.

Na passada quinta-feira, o executivo moçambicano disse estar a preparar medidas para fazer frente aos eventuais impactos de um aumento do preço do combustível, enquanto se espera pelo desbloqueamento do estreito de Ormuz, por onde transitam 20% das necessidades em hidrocarbonetos a nível mundial.

A Semana com RFI

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
11 dias atrás

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