domingo, 08 novembro 2026

Kriol Jazz Festival: Margareth Menezes foi a figura de destaque do segundo dia

“É um povo (cabo-caboverdiano) muito parecido com o povo baiano, com o povo afro-brasileiro. Senti que houve uma ligação muito bonita”, disse a artista.

Em declarações à imprensa na sua estreia no palco do festival, Margareth Menezes mostrou-se, segundo a Inforpress, emocionada com a recepção do público cabo-verdiano.

“Foi um momento muito especial. Fiquei muito feliz com o convite e por estar aqui a participar”, afirmou.

A artista destacou ainda “a forte ligação cultural” entre Cabo Verde e a cidade brasileira da Bahia, sublinhando a energia do público

“É um povo (cabo-caboverdiano) muito parecido com o povo baiano, com o povo afro-brasileiro. Senti que houve uma ligação muito bonita”, disse a artista.

Segundo a mesmam fonte, durante a atuação, marcada por interação com o público, a cantora reforçou o papel da música como instrumento de união e alegria, pois, segundo ela, a música serve para levar alegria às pessoas.

Com uma carreira consolidada, Margareth Menezes sublinhou também a importância de valores como o respeito e a convivência.

“Temos de pensar que todos temos necessidades comuns enquanto seres humanos. O mínimo que podemos desejar ao outro é aquilo que desejamos para nós”, sublinhou.

A artista regressa hoje a São Vicente para um espetáculo, numa homenagem à icónica Cesária Évora, que, segundo a própria, foi uma grande inspiração ao longo da sua carreira.

O segundo dia do festival contou também com a atuação do compositor cubano Alfredo Rodríguez, que regressou a Cabo Verde após passagens anteriores por Mindelo.

O músico destacou a afinidade cultural entre Cuba e Cabo Verde, sublinhando que sempre que vem ao país se sente em casa.

Rodríguez revelou ainda a sua admiração pela música cabo-verdiana, com referências a Cesária Évora e Mayra Andrade, como sendo as influências comuns entre África, Cuba e outras partes do mundo.

 

Ceuzany e útlimas atuações de sábado 

A abertura do segundo dia esteve a cargo da cantora cabo-verdiana Ceuzany, que subiu ao palco pela primeira vez no Kriol Jazz Festival.

Visivelmente emocionada, Ceuzany admitiu algum nervosismo inicial, mas destacou a forte ligação com o público e disse ter corrido tudo bem e que o público a recebeu com muita energia.

A artista aproveitou ainda para apresentar o seu mais recente trabalho discográfico, que aborda temas como a violência doméstica, procurando transmitir uma mensagem de força e empoderamento feminino.

A noite terminou com a atuação do grupo congolês Les Quatre Étoiles du Zaïre, encerrando mais uma jornada marcada pela diversidade musical e pela partilha cultural.

Cmo música de qualidade, o Kiol Jazz Festival 2026 será  encerrado este sábado, na Praia, com  atuações dos seguintes artistas e grupos:

  • FATTÚ DJAKITÉ – GUINÉ-BISSAU/CABO VERDE
  • ISMAEL LÔ – SENEGAL
  • BROOKLYN FUNK ESSENTIALS – EUA
  • SAAD TIOULY – MARROCOS
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