quarta-feira, 14 outubro 2026

Parlamento: UCID refuta declaração política do MpD sobre medidas do Governo face à subida do preço do petróleo

Durante a sua intervenção, o parlamentar considerou que o discurso apresentado pela bancada do MpD reflecte preocupações que, segundo disse, têm sido levantadas há muito tempo por sindicatos e pela sociedade relativamente ao elevado custo de vida em Cabo Verde.

Para João Santos Luís, que é igualmente líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), as famílias cabo-verdianas enfrentam há vários anos uma pressão crescente nos seus orçamentos mensais, situação que, afirmou, tem sido agravada pela falta de medidas eficazes para mitigar o impacto do custo de vida.

“O que ouvimos aqui foi praticamente uma digressão política que reflecte aquilo que a UCID tem vindo a reclamar há muito tempo, que é o elevado custo de vida em Cabo Verde”, afirmou.

O deputado sustentou que, na sua perspectiva, o executivo não tem adoptado acções suficientes para aliviar as dificuldades económicas das famílias, defendendo que a situação continua a pesar significativamente nos rendimentos dos agregados familiares.

Relativamente às medidas anunciadas pelo primeiro-ministro para responder à subida do preço do petróleo no mercado internacional, João Santos Luís considerou que não representam qualquer novidade, argumentando que fazem parte das responsabilidades normais de governação.

“As medidas anunciadas pelo senhor primeiro-ministro decorrem de uma acção governativa normal”, frisou o deputado, para quem o Governo está a ser pago para governar, pelo que tem a obrigação de tomar medidas que vão ao encontro das necessidades do país e dos cidadãos.

O parlamentar acrescentou ainda que, em contextos de conflitos internacionais que possam agravar as condições económicas, como a actual situação no Médio Oriente, cabe ao Governo antecipar e adoptar políticas que minimizem os impactos na vida dos cabo-verdianos.

Para a UCID, insistiu, as medidas apresentadas não configuram respostas novas, defendendo que o executivo deveria actuar de forma preventiva e não apenas em momentos de maior pressão económica.

“Infelizmente, essas medidas têm sido tomadas somente em momentos de sufoco, quando as famílias já estão sufocadas há muito tempo”, concluiu.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
8 dias atrás

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joão do rosário
11 dias atrás

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