domingo, 08 novembro 2026

PR cabo-verdiano e francês expressam desejo de "estabilidade" em Bissau  

 
"Acho que todos temos um papel a desempenhar nesse sentido, positivo, construtivo, de não ingerência, mas de busca comum de vias para a solução definitiva das questões que se colocam à Guiné-Bissau", concluiu.
 

"Falámos sobre a situação na Guiné-Bissau. O nosso desejo comum é que haja estabilidade", referiu o chefe de Estado do arquipélago aos jornalistas, num vídeo publicado pela presidência cabo-verdiana, no Facebook.

 Questionado sobre como pode França ajudar, José Maria Neves apontou caminhos, "a promover a reconciliação, o diálogo entre as partes e uma governação inclusiva de modo que as questões sejam efetivamente resolvidas".

"Acho que todos temos um papel a desempenhar nesse sentido, positivo, construtivo, de não ingerência, mas de busca comum de vias para a solução definitiva das questões que se colocam à Guiné-Bissau", concluiu.

No dia 26 de novembro, um dia antes da divulgação dos resultados das eleições presidenciais e legislativas, os militares depuseram Umaro Sissoco Embaló, que estava no poder na Guiné-Bissau desde 2020, e suspenderam o processo eleitoral.

O candidato da oposição, Fernando Dias da Costa, que reivindica vitória, refugiou-se na Embaixada da Nigéria em Bissau, e o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi detido.  

A Semana com NM/Lusa

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