domingo, 18 outubro 2026

Moçambique/Eleições: Pelo menos 11 feridos em três dias de confrontos entre manifestantes e polícia

“Desde o dia 31 [de outubro] que foi o primeiro dia de tumultos até domingo [03 de novembro] deram entrada 11 pacientes com traumas”, disse Dino Lopes, diretor do Serviço de Urgência de Adulto no HCM, durante uma conferência de imprensa.

O responsável avançou que, dos 11 pacientes que deram entrada no HCM, nove continuam internados e dois já tiveram alta hospitalar.

Dino Lopes declarou que o Hospital Central tem trabalhado com “uma escala de contingência” desde a convocação da primeira greve pelo Venâncio Mondlane e devido às manifestações, com o objetivo de assegurar o atendimento a todos os utentes que se dirigem àquela unidade hospitalar.

No entanto, voltou a alertar para o risco de apedrejamento das ambulâncias da instituição sempre que se deslocam aos locais onde há tumultos para socorrer feridos.

“Trabalhamos de forma condicionada, porque os colegas temem também tumultos que estão nos bairros periféricos e às vezes não conseguem chegar. Isso faz com que a gente trabalhe 24 horas e é sobrecarga para os colegas que se fazem ao serviço”, acrescentou o porta-voz do HCM.

Venâncio Mondlane apelou a uma greve geral e manifestações durante uma semana em Moçambique, a partir de 31 de outubro, e marchas em Maputo em 07 de novembro.

O candidato presidencial designou esta como a terceira etapa da contestação aos resultados das eleições gerais de 09 de outubro, que se segue aos protestos realizados nos passados dias 21, 24 e 25 de outubro, que provocaram confrontos com a polícia, de que resultaram pelo menos 10 mortos, dezenas de feridos e 500 detidos, segundo o Centro de Integridade Pública, uma organização não-governamental moçambicana que monitoriza os processos eleitorais.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou em 24 de outubro a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975), na eleição a Presidente da República de 09 de outubro, com 70,67% dos votos.

Venâncio Mondlane, apoiado pelo Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos, extraparlamentar), ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas afirmou não reconhecer estes resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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