A taxa de inflação média dos últimos 12 meses fixou-se em 1,4% em julho de 2026, uma redução de 0,2 pontos percentuais face ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o INE citado pela Inforpress, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou, em julho, uma variação mensal de 0,2%, valor inferior em 0,3 pontos percentuais ao observado em junho.
A taxa de variação acumulada do IPC situou-se em -0,7%, representando uma redução de 2,9 pontos percentuais face ao valor registado no mesmo período do ano anterior.
Em termos homólogos, a taxa de variação do IPC total foi de 0,4% em julho, menos 0,7 pontos percentuais do que a registada no mês anterior.
Segundo a mesma fonte, o indicador de inflação subjacente, que exclui a energia e os bens alimentares não transformados, apresentou uma variação homóloga de 0,7%, também inferior em 0,7 pontos percentuais ao valor registado em junho de 2026.
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A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) esclareceu hoje que “não tem competência legal” para aprovar ou atualizar preços das tarifas praticadas pelos hiaces no transporte de passageiros.
A entidade manifesta a sua disponibilidade em colaborar com as autoridades competentes, operadores e demais interessados na procura de soluções que permitam conciliar a sustentabilidade económica da atividade com a proteção dos interesses dos utentes.
Segundofundamentou a mesma fonte citada pela Inforpress, estes serviços não estão classificados pela legislação vigente como Serviço Público de Transporte Regular Coletivo de Passageiros.
O esclarecimento da agência reguladora surge na sequência da atualização dos preços cobrados pelos hiaces no transporte de passageiros para o interior da ilha de Santiago, no início desta semana, alegando que o aumento dos preços dos combustíveis tornou a actividade insustentável, o que causou discussão pública.
De acordo com a ARME, as suas competências em matéria tarifária limitam-se à fixação e atualização das tarifas dos Serviços Públicos de Transporte Regular Coletivo Urbano e Interurbano ou Intermunicipal de Passageiros, explorados por operadores sujeitos a obrigações de serviço público, nos termos da legislação em vigor.
Conforme a fonte deste jornal, a agência explica que, para ser considerado Serviço Público de Transporte Regular Coletivo de Passageiros, o serviço deve funcionar com itinerários, frequências, horários e tarifas previamente definidos, incluindo a tomada e o desembarque de passageiros em paragens estabelecidas e o cumprimento de obrigações de serviço público.
De acordo com a entidade reguladora, os preços praticados pelos hiaces, tanto nos serviços urbanos como interurbanos, não estão atualmente sujeitos à fixação ou atualização pela ARME.
Reconhece, contudo, que o atual enquadramento institucional e regulatório pode gerar dúvidas sobre qual entidade pública tem competência para definir, validar ou acompanhar os preços praticados pelos operadores de hiaces.
Perante essa situação, a ARME defende uma maior articulação institucional e admite a necessidade de uma eventual clarificação do enquadramento jurídico aplicável ao setor.
A entidade manifesta a sua disponibilidade em colaborar com as autoridades competentes, operadores e demais interessados na procura de soluções que permitam conciliar a sustentabilidade económica da atividade com a proteção dos interesses dos utentes.
A ARME propõe igualmente prestar apoio técnico na definição de mecanismos transparentes para a formação e atualização dos preços, baseados em critérios objetivos e verificáveis adequados à realidade do setor, que contribuam para reforçar a previsibilidade, a transparência e a confiança dos operadores e dos utentes.
Entretanto, em 2019, perante a intenção dos hiacistas de actualizar a tarifa para 250 escudos na ligação Praia–Pedra Badejo, por exemplo, a ARME fixou oficialmente o preço em 170 escudos, defendendo o cumprimento da tarifa homologada e uma intervenção das autoridades para proteger os utentes, conclui a Inforpress.
O banco de Cabo Verde (BCV) esta a reforça a estabilidade de preços e a credibilidade financeira do país por uma gestão estratégica das suas reservas internacionais. Assente no regime de câmbio fixo com o Euro, a autoridade monetária foca a sua atuação na preservação de capital e na liquidez, tendo expandido a carteira com investimentos em ouro e na moeda chinesa As contas do banco, auditadas internacionalmente, garantem a transparência do processo junto dos parceiros externos e da sociedade civil.
Com o intuito de mitigar os riscos de crédito e as flutuações do mercado internacional, o BCV iniciou em 2020 uma estratégia de diversificação geográfica e cambial. O banco passou a investir na moeda chinesa (Renminbi), através do fundo BISIP CNY gerido pelo Bank for International Settlements (BIS), e em títulos financeiros sustentáveis.
Segundo a nota remetida ao Asemanaonline, a principal missão do BVC consiste em manter a inflação controlada e assegurar o equilíbrio financeiro do arquipélago. Para alcançar este objetivo, o país utiliza um regime de peg unilateral que ancora o Escudo Cabo-verdiano diretamente ao Euro.
Esta estratégia depende inteiramente do volume e da solidez das reservas internacionais liquidas, que funcionam como uma almofada financeira para honrar os compromissos externos do país, tais como o pagamento das importações e o serviço da dívida pública.A maioria destes ativos estratégicos encontram-se denominada em Euros (EUR) e dólares americanos (USD).
Conforme as normas da instituição, as decisões de investimento são orientadas por três princípios fundamentais, por ordem estrita de prioridade:
Preservação do capital: Aplicação em ativos de elevada qualidade de crédito e baixo risco.
Liquidez: Garantia de que os fundos estão imediatamente disponíveis para transação.
Rentabilidade: Busca pelo melhor retorno financeiro, desde que os dois pilares anteriores estejam salvaguardados.
Para garantir a máxima prudência e o alinhamento com as melhores práticas globais, o Conselho de Administração do BCV partilha a gestão operacional de parte destes ativos com o Banco Central do Luxemburgo.
Com o intuito de mitigar os riscos de crédito e as flutuações do mercado internacional, o BCV iniciou em 2020 uma estratégia de diversificação geográfica e cambial. O banco passou a investir na moeda chinesa (Renminbi), através do fundo BISIP CNY gerido pelo Bank for International Settlements (BIS), e em títulos financeiros sustentáveis.
Nesse mesmo ano, o banco adquiriu cerca de uma tonelada de ouro (32.000 onças-troy) por 63 milhões de dólares. Em 2022, aproveitando uma valorização extraordinária do dólar norte-americano, a instituição vendeu essa posição. A operação, realizada de forma puramente contabilística junto de uma instituição custodiante em Inglaterra (sem necessidade de transporte físico do metal), gerou mais-valias significativas que impactaram positivamente os resultados do BCV.
Segundo a mesma fonte,as reservas externas representam a maior fatia da estrutura patrimonial do Banco de Cabo Verde. Pela sua relevância, todos os impactos contabilísticos, rendimentos de carteira e ganhos cambiais são inscritos detalhadamente nas demonstrações financeiras da instituição.A governança do banco encerra-se com um rigoroso mecanismo de accountability. As contas anuais são auditadas por empresas internacionais independentes, publicadas no sítio oficial da internet e submetidas à fiscalização direta do Governo, da Assembleia Nacional e dos cidadãos, reforçando a confiança na estabilidade económica do país.
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A Enapor – Portos de Cabo Verde e a câmara do Porto Novo já trabalham na criação de condições para o início das obras de modernização e ampliação do porto, já em 2027, apurou hoje a Inforpress.
O projecto, que será implementado em 30 meses, tem o financiamento do Banco Europeu de Investimentos e da União Europeia, no âmbito da iniciativa Global Gateway.
Orçado em 32 milhões de euros (cerca de 3.4 milhões de contos), o projecto representa “um investimento estruturante e estratégico” para a ilha de Santo Antão, deacordo com as autoridades municipais desta ilha.
A Câmara Municipal do Porto Novo, através de uma nota, confirmou que houve nesta semana um encontro entre uma equipa camarária, chefiada pela presidente da autarquia, Elisa Pinheiro, e uma delegação da Enapor, "para o reforço da articulação institucional”, tendo em vista a preparação para o início das obras em 2027.
Integrada pela directora do porto, Ana Mendes, pela responsável do projecto, Yara Fernandes, e pelo consultor Luís Silva, a delegação da Enapor discutiu com a câmara municipal possíveis locais para a instalação do estaleiro e localização de potenciais pedreiras para a extração de inertes.
De acordo com o concurso público internacional para a execução das obras de modernização e ampliação do porto do Porto Novo foi lançado em Março deste ano.
Orçado em 32 milhões de euros (cerca de 3.4 milhões de contos), o projecto representa “um investimento estruturante e estratégico” para a ilha de Santo Antão, de acordo com as autoridades municipais desta ilha.
Com o projecto, Santo Antão passará a receber mais de cinco mil escalas de navios por ano, registando-se um aumento de 138 por cento (%) face à situação actual.
O projecto, que será implementado em 30 meses, tem o financiamento do Banco Europeu de Investimentos e da União Europeia, no âmbito da iniciativa Global Gateway.
As obras consistem, entre outras, na extensão do porto em mais 270 metros, dotando-o de capacidade para, a partir de 2030, data prevista para a conclusão da obra, começar a receber navios de cruzeiros de grande porte e porta-contentores.
Este porto foi remodelado em 2013, obras que permitiram a expansão do seu berço de atracação e do seu terrapleno, bem como a construção de uma gare marítima com 2.000 metros quadrados.
Inaugurado em 1962, o porto do Porto Novo possui três cais com 45, 115 e 135 metros de comprimento.
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O indicador de clima económico manteve-se no segundo trimestre de 2026 com um crescimento acima da média da série, e superior ao período homólogo de 2025, sinalizando uma conjuntura económica favorável, revelou hoje o INE.
Segundo o Inquérito de Conjuntura aos Agentes Económicos do Instituto Nacional de Estatística (INE) citado pela Inforpress, apesar do desempenho positivo em termos homólogos, o indicador apresentou uma tendência descendente face ao primeiro trimestre do ano, sinalizando um abrandamento no ritmo de crescimento.
No sector do comércio em estabelecimento, o indicador de confiança deu continuidade à tendência descendente dos trimestres anteriores, com os empresários a apontarem a rotura de stocks, o absentismo laboral e a escassez de pessoal com formação adequada como as principais barreiras ao negócio.
No turismo, constatou-se que o indicador de confiança se situa acima da média da série, com inferior valor quando comparado com o mesmo período do ano 2025, revelando que a conjuntura no sector é favorável.
As empresas do sector apontaram como principais obstáculos a insuficiência da procura, regulamentações estatais, dificuldades em encontrar pessoal qualificado e outros fatores que condicionam o normal desenvolvimento da actividade.
Já na área da construção, o indicador de confiança continuou a tendência descendente do último trimestre, acima da média da série e numa conjuntura favorável.
Absentismo ao trabalho, outros factores, detioração das perspetivas de venda, foram os principais constrangimentos no decorrer do segundo trimestre de 2026, tendo ainda referido sobre o nível elevado das taxas de juros e dificuldade na obtenção de crédito.
No comércio em feira, o indicador de confiança teve a mesma tendência, no entanto evoluiu negativamente em relação ao mesmo período do ano de 2025, apesar da conjuntura neste sector seja favorável, situando-se acima da média da série.
Na indústria transformadora, o indicador manteve a tendência ascendente e permanece acima da média da série, sendo que as principais dificuldades avançadas foram as avarias mecânicas frequentes, elevado absentismo do pessoal ao serviço, falta de mão de obra e problemas relacionados com água e energia.
Nos transportes e serviços auxiliares aos transportes a confiança inverteu a tendência ascendente dos últimos trimestres, situando-se acima da média da série, mas mantendo a conjuntura favorável neste trimestre.
A concorrência, dificuldades em encontrar pessoal qualificado, e regulamentações estatais foram os principais obstáculos às empresas do sector de transportes e serviços auxiliares aos transportes.
O inquérito de Conjuntura aos Agentes Económicos resulta da síntese das apreciações transmitidas pelos empresários do comércio em estabelecimento, do turismo, da construção, do comércio em feira, da indústria transformadora e dos transportes e serviços auxiliares aos transportes.
A Semana com Inforpress
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Uma empresa de aviação estrangeira “Suíça Moov” manifestou ao Governo interesse no sector da aviação civil cabo-verdiano, particularmente na companhia aérea nacional TACV – Cabo Verde Airlines, tendo apresentada “uma visão estratégica” a longo prazo e faseada.
O anúncio foi tornado público pelo Governo na sua página oficial, dando conta de que uma delegação governamental, representada ao mais alto nível pelo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, e o ministro dos Transportes e Mar, João do Carmo Brito, reuniu-se, na terça-feira, 11, com representantes da empresa Suíça Moov, tendo como primeira prioridade a estabilização dos TACV.
A reunião, de acordo com a mesma fonte, permitiu ao Governo conhecer a visão estratégica da “Suíça Moov” para o sector da aviação civil e, em particular, a sua perspectiva para o futuro dos TACV, no quadro do projecto Atlantic Gateway.
Segundo João do Carmo Brito, a empresa suíça apresentou uma estratégia de longo prazo e faseada, mas reforçou que qualquer solução deverá ter como princípio fundamental a defesa dos interesses nacionais e dos cabo-verdianos.
“Faremos de tudo para que os interesses dos cabo-verdianos sejam salvaguardados. Essa é a principal missão deste Governo no tocante aos transportes: defender os interesses dos cabo-verdianos”, lê-se nesta comunicação governamental.
Segundo João do Carmo Brito, a “Suíça Moov” demonstrou forte interesse em prosseguir as conversações com o Governo, abrindo caminho para o aprofundamento dos contactos e para uma eventual cooperação no domínio da aviação civil.
“O Governo pretende, assim, continuar a trabalhar na identificação e avaliação de potenciais parceiros estratégicos para o sector, tendo como prioridade a estabilização e o reforço dos TACV, bem como a criação de condições para uma aviação civil mais sustentável, competitiva e capaz de responder às necessidades de conectividade do país”, lê-se no documento.
O ministro considerou positivo o encontro com a “Suíça Moov” e garantiu que o Governo dará continuidade às conversações, estando prevista uma deslocação à Suíça para aprofundar os contactos e conhecer melhor a empresa, tendo em vista uma eventual parceria.
Com sede em Lugano, na Suíça, a “Moov” trabalha no desenvolvimento do projeto Atlantic Gateway, uma rede aérea intercontinental concebida para reforçar as ligações entre a Europa, África e a América Latina.
A integração de Cabo Verde nesta estratégia enquadra-se numa visão mais ampla de conectividade aérea internacional, com particular enfoque no desenvolvimento de ligações regionais e na oferta de experiências de viagem de segmento premium.
A Associação de Pescadores do Porto Novo, em Santo Antão, garantiu hoje que as condições estão criadas para o arranque “dentro de dias” dos investimentos no fortalecimento e promoção da pesca sustentável neste município.
Os investimentos, que ultrapassam os três mil contos, são financiados pelo ‘GEF Small Grants Programme’ (SGP/UNDP) e consistem no fornecimento de equipamentos de conservação como máquinas a vácuo e malas térmicas para criar dez unidades familiares de processamento do pescado, lideradas por mulheres.
A iniciativa, explicou o líder dos pescadores, Atlermiro Neves, abarca as comunidades piscatórias da cidade do Porto Novo e Monte Trigo e incide ainda na consciencialização ambiental, com a realização de campanhas ecológicas de limpeza de praias, instalação de placas informativas e criação de materiais culturais como músicas, vídeos e murais.
Também, a associação dos pescadores vai promover formações em tratamento, processamento, conservação e higiene do pescado, além de ateliers sobre pesca sustentável, legislação e introdução ao ecoturismo.
Estes investimentos visam a segurança alimentar e nutricional, melhorando as condições de vida dos operadores de pesca e protegendo o ambiente marinho.
O índice de preços mundiais calculado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que regista as variações mensais dos preços internacionais de um cabaz de produtos alimentares comercializados a nível mundial, situou-se, em média, nos 131,1 pontos em Julho, um aumento de 0,6% em relação a Junho e de 1,0% face ao ano anterior.
O índice de preços dos cereais da FAO aumentou 3,4% em comparação com junho, revertendo a queda registada em Maio, situando-se 6,9% acima do nível de Julho de 2025.
No mês passado, os preços mundiais do trigo dispararam 5,8% num contexto de crescente preocupação com as contínuas interrupções nos fluxos de exportação do Mar Negro e com o provável impacto das recentes ondas de calor nos rendimentos das colheitas em vários países produtores.
Os preços mundiais do milho também aumentaram 3,6%, impactados pelas preocupações com o clima quente e seco em algumas regiões dos Estados Unidos e pelos efeitos indiretos da maior rigidez dos mercados energéticos, devido às crescentes tensões geopolíticas.
Já o preço do arroz manteve-se em Julho.
No que diz respeito ao óleo vegetal, o preço aumentou 2,0% em relação a Junho, atingindo o nível mais elevado desde Junho de 2022.
O preço da carne registou uma descida de 2,8% em relação ao máximo histórico de Junho, registando a primeira descida mensal do ano.
O preço dos produtos lácteos diminuiu 0,7% em Julho, com uma queda nas cotações do leite em pó gordo e desnatado, assim como na manteiga, enquanto o preço do açúcar aumentou 5,6% em Julho, revertendo a queda registada em Junho.
A Fazenda de Camarão retomou a produção em cerca de 40 por cento (%) da sua área produtiva, depois de prejuízos, superiores a 50 mil contos, provocados pela tempestade Erin, informou hoje à Inforpress o administrador.
Segundo Carlos Santos, a empresa tem enfrentado dificuldades para recuperar a sua capacidade produtiva, devido à falta dos apoios prometidos e às dificuldades de acesso ao crédito comercial e a financiamentos com as taxas de juros anunciadas.
“Nós o que tentamos fazer neste momento é aguentar a situação, não conseguimos os apoios que foram prometidos, ou conseguimos muito poucos apoios, não conseguimos créditos comerciais, não conseguimos créditos às taxas de juros prometidas”, afirmou.
O administrador explicou que, perante estas dificuldades, a empresa tem procurado manter-se em funcionamento com os meios que estão ao seu alcance, tendo conseguido retomar parte da produção.
“Aquilo que fizemos era o que estava directamente ao nosso alcance, que era mais ou menos aguentar as coisas, retomar alguma produção em mais ou menos 40 % da área de produção”, disse.
Carlos Santos adiantou que a tempestade Erin afectou mais de metade da capacidade de produção da Fazenda de Camarão, incluindo a de produção de energia, considerada um dos principais factores de produção da empresa.
“Nós perdemos mais da metade da nossa capacidade de produção, mais de metade da nossa capacidade de produção de energia, que é um dos factores de produção mais importantes que nós temos”, precisou.
Perante este cenário, a empresa encontra-se, segundo o administrador, numa situação de espera por uma oportunidade de financiamento que permita recuperar a capacidade perdida e retomar o projecto.
“Está tudo em ‘stand-by’, é simplesmente aguentar a situação para não morrer, contando que temos uma expectativa muito grande”, afirmou Carlos Santos.
O responsável disse esperar uma nova abordagem por parte do Governo e das instituições públicas, defendendo que a administração deve, além de fiscalizar, apoiar as empresas na procura de soluções e na concretização dos seus projectos.
“Esperamos um olhar diferente, um olhar mais incisivo e mais musculado em relação às instituições, à administração pública, desde que o que nós fazemos seja considerado efectivamente importante para o país”, afirmou.
Carlos Santos defendeu ainda que a produção de camarão deve ser encarada como um projecto com potencial para ser desenvolvido noutras ilhas, tendo em vista reduzir a dependência de importações.
“Que este projecto, por exemplo, não seja só aqui em São Vicente, possa ser em outros lugares, em outras ilhas, para que o nosso sonho, que é deixar de importar camarão, seja uma realidade”, sustentou.
Questionado sobre os próximos passos, o administrador indicou que a empresa aguarda a instalação e organização do novo Governo para retomar os contactos com as autoridades, apontando directamente para o primeiro-ministro, que acumula a pasta das Finanças.
“Estamos principalmente à espera do primeiro-ministro, que é ministro das Finanças, arrumar a casa para conversarmos”, concluiu.
Condutores de hiaces em Santiago defenderam hoje a actualização das tarifas de transporte, pois dizem que o aumento do preço dos combustíveis tornou insustentável a actividade, com a linha Praia–Pedra Badejo a aumentar para 250 escudos.
Instados pela Inforpress, condutores afirmaram que a tarifa paga pelos passageiros nos hiaces permanecem praticamente inalterados há vários anos, apesar dos sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis e de outros custos associados à actividade.
Na linha Praia–Santiago, os transportadores decidiram aumentar a tarifa para 250 escudos, justificando a medida com o aumento dos custos de exploração e a necessidade de garantir alguma margem de rendimento.
“Na linha Praia–Santiago subimos o preço ontem porque tem sido insustentável trabalhar nestas condições em que o preço dos combustíveis sobe praticamente todos os meses, mas o nosso preço mantém-se o mesmo há quase seis anos”, explicou um dos condutores, preferindo não ser identificado.
Entretanto, alguns passageiros abordados no local pela Inforpress manifestaram-se surpreendidos com a subida da tarifa na linha Praia–Santiago para 250 escudos. Apesar da discordância, reconheceram que o aumento do preço dos combustíveis tem provocado “um impacto significativo nos custos dos transportadores e no orçamento das famílias”.
O condutor da linha de hiaces Praia-Assomada Arnaldo Cardoso considerou que a situação tem sido “muito complicada” para a classe, tendo em conta o aumento frequente dos preços dos combustíveis.
“Quase todos os meses registamos o aumento dos preços dos combustíveis, mas o preço dos hiaces permaneceu o mesmo há já alguns anos. Por isso achamos que, se os combustíveis sobem, tem que haver o aumento dos preços de transporte dos hiaces”, defendeu.
Por sua vez, na linha Praia-Tarrafal, Elton Cabral afirmou que os transportadores estão a trabalhar praticamente apenas para cobrir os custos com combustível.
“Houve subida dos preços em todas as coisas, somente o preço de hiace que não subiu. Isso não pode ser porque nós temos estado a trabalhar para os combustíveis, porque o dinheiro tem dado somente para os combustíveis”, afirmou.
Como exemplo, explicou que uma viagem Praia–Tarrafal pode representar uma receita de cerca de 8.400 escudos, enquanto, com o gasóleo a 200 escudos por litro, os gastos com combustível podem atingir 6.000 escudos.
Elton Cabral acrescentou que os transportadores de Tarrafal enfrentam ainda dificuldades relacionadas com a existência de várias filas de hiaces, o que reduz o número de viagens realizadas, e com o regresso à Praia de viaturas sem passageiros.
“O nosso apelo é que o preço dos hiaces também seja subido”, disse.
Por sua vez, Manuel de Jesus Gonçalves, condutor de São Lourenço dos Órgãos, afirmou que a subida dos combustíveis tem tido um impacto “muito negativo” na actividade.
“Nós não temos nenhum benefício, somente prejuízo, e as pessoas também não estão a compreender o nosso lado porque, se aumentamos, por exemplo, 20 escudos no preço, começam a reclamar, nos insultam. Temos muitos gastos e nenhum lucro”, afirmou.
O condutor questionou até quando a classe poderá continuar a trabalhar nestas condições, considerando que os custos aumentam sem que haja uma correspondente actualização das tarifas.
Já os condutores da linha Praia–Calheta criticaram igualmente a manutenção das tarifas, alegando que os actuais preços não acompanham os custos dos combustíveis.
“Conseguimos dar uma volta por dia e, quando colocamos o combustível, não nos sobra nada”, afirmou um dos condutores.
Além das dificuldades financeiras, os transportadores reclamam das condições existentes na paragem, nomeadamente a existência de um esgoto a céu aberto e a falta de instalações sanitárias.
O sucesso da seleção nacional de futebol no mundial de 2026 gerou um aumento de 5000% nas pesquisas turísticas por Cabo Verde. Perante este cenário, os guias de turismo exigem do governo investimentos urgentes em infraestruturas e transportes inter-ilhas para evitar o colapso do setor, que representa mais de 25% do PIB.
O fluxo histórico de visitantes, impulsionado pela promoção de operadores como a Expedia e a TAP, expôs fragilidades básicas no arquipélago. Os profissionais alertam que a falta de saneamento, a escassez de casas de banho publicas, os cães de rua e a ineficiência dos transportes aéreos e marítimos ameaçam a qualidade do destino e afastam operadores internacionais.
Para reduzir o impacto, a classe propõe a regulação da profissão, a melhoria das condições dos aeroportos para operar na bruma seca e a manutenção de trilhos.O objetivo e descentralizar o turismo, canalizando visitantes para ilhas de menor procura como São Nicolau, maio, Brava e Fogo para combater as desigualdades regionais e distribuir os ganhos económicos por todo o país.
O ministro do Mar, João do Carmo, anunciou hoje que Cabo Verde deverá receber ainda este ano o navio Eugénio Tavares e um outro em 2027, investimentos destinados a reforçar a conectividade marítima entre as ilhas.
O anúncio foi feito em São Vicente durante uma visita ao navio Djabraba, embarcação destinada a assegurar a ligação marítima entre a Brava e o Fogo, assim que forem concluídos os trâmites técnicos e burocráticos junto do Instituto Marítimo e Portuário (IMP).
“Este ano há fortes possibilidades de termos mais um navio, o Eugénio Tavares. É um navio grande, do tipo ro-ro [Roll-on/Roll-off], que pode atracar em qualquer porto do país. Aí, sim, teremos mais algum alívio na matéria dos transportes marítimos”, declarou o governante.
João do Carmo informou que o “Eugénio Tavares” já foi adquirido e encontra-se na China, em processo de adaptação técnica para transportar até 250 passageiros e operar nas condições específicas do mar cabo-verdiano.
“Já foi comprado, está em adaptação neste momento. Pode atracar em qualquer porto de Cabo Verde e dará um salto significativo na ligação entre as ilhas”, assegurou, avançando ainda que o Governo quer adquirir mais uma embarcação em 2027 para reforçar a frota nacional.
“Para o ano de 2027 também vamos investir no sentido de termos mais um barco e, com mais dois barcos para além deste, vamos melhorar significativamente a conectividade marítima entre as ilhas”, acrescentou.
Sobre o navio Djabraba, João do Carmo afirmou que ele foi adquirido especificamente para assegurar as ligações na linha Brava–Fogo–Brava, devendo permanecer durante a noite na ilha Brava para garantir a transferência de doentes e responder a outras situações de emergência.
O governante explicou que, concluídas as inspecções, o navio seguirá para a Brava, sendo posteriormente definido o modelo de exploração da linha, através de contrato com um armador.
“Vamos analisar como é que a exploração será feita, provavelmente com contrato com algum armador, aquele que oferecer as melhores condições. O objectivo é servir a população da Brava e do Fogo, mas também o turismo nacional”, avançou.
Durante a visita, o governante disse ter recebido informações técnicas que apontam para o “bom estado de conservação do Djabraba”, embarcação com capacidade para transportar 82 passageiros, que deverá assegurar cinco ligações semanais entre a Brava e o Fogo.
“Nenhuma ilha em Cabo Verde deve ficar isolada. É um princípio e um serviço público que o Estado de Cabo Verde vai garantir”, sublinhou.
João do Carmo esclareceu que o processo de aquisição do navio foi iniciado pelo anterior executivo, mas garantiu que o actual Governo assumiu esse compromisso.
“Encontrámos este negócio feito. Sempre dissemos que todos os compromissos do Estado seriam assumidos por este Governo. Vamos aproveitar este navio para servir a região Brava-Fogo e fazer o melhor uso desta embarcação”, arrematou.
A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) de Cabo Verde manteve durante agosto as medidas para reduzir o impacto do aumento das tarifas no setor elétrico e prolongou até dezembro o desconto aplicado aos consumidores abrangidos pela tarifa social.
Para os beneficiários da tarifa social de eletricidade, a ARME determinou a manutenção, até 31 de dezembro, das tarifas finais aplicáveis, através de um desconto de 100% sobre o aumento tarifário.
Segundo a Lusa que cita a deliberação publicada no Boletim Oficial na terça-feira, a ARME aplicou as medidas de mitigação tarifária aprovadas pelo Governo cabo-verdiano para reduzir o impacto do aumento das tarifas de eletricidade junto dos consumidores.
A deliberação estabelece que seja aplicado, durante todo o mês de agosto, um desconto de 70% sobre o incremento tarifário para as restantes categorias de consumidores da Empresa de Distribuição de Eletricidade de Cabo Verde (EDEC) e da Águas e Energia da Boa Vista (AEB).
Para os beneficiários da tarifa social de eletricidade, a ARME determinou a manutenção, até 31 de dezembro, das tarifas finais aplicáveis, através de um desconto de 100% sobre o aumento tarifário.
A entidade reguladora recorda que, em 30 de junho, atualizou as tarifas reguladas de eletricidade aplicáveis pela EDEC e pela AEB por um período de seis meses.
Conforme a mesma fonte, com a nova deliberação, a ARME mantém em vigor essas tarifas e determina que as empresas adotem as medidas necessárias para garantir a aplicação integral dos descontos definidos pelo Governo.
O Governo tinha anunciado, em julho, um apoio financeiro às empresas do setor elétrico, incluindo a EDEC e a AEB, estimado em 130 milhões de escudos (1,18 milhões de euros) relativo a esse mês, com o objetivo de assegurar a estabilidade tarifária.
As medidas excecionais em vigor no setor energético foram adotadas em março, associadas à conjuntura geopolítica no Médio Oriente, e terminaram em junho no que respeita à regulação dos preços dos combustíveis, mantendo-se no setor elétrico.
A empresa Águas de Santo Antão anunciou esta quinta-feira que procederá, "nas próximas semanas", a intervenções para melhorar o sistema de produção e distribuição de água potável e ainda o saneamento nesta ilha.
Uma nota emitida, a empresa explica que estas intervenções compreendem um conjunto de obras destinadas a reabilitar, ampliar e adequar as redes dos três municípios da ilha "para garantir o acesso à água potável e ao saneamento mais eficiente, seguro e sustentável".
A empresa explicou que, nos últimos meses, as equipas desta empresa têm estado envolvidas na preparação e coordenação necessárias para executar cada intervenção de forma planeada, procurando assegurar a continuidade do serviço e minimizar os impactos na população de Santo Antão durante a execução dos trabalhos.
Neste momento, adiantou a empresa Águas de Santo Antão, a ilha enfrenta várias necessidades que vão ser “respondidas através das intervenções organizadas de acordo com o seu impacto na população”.
De entre as necessidades, se destacam perdas de água, qualidade da água distribuída, estado das infra-estruturas e cobertura e continuidade do serviço.
A nível de perdas, as intervenções visam reduzir as fugas e melhorar a eficiência hidráulica da rede, enquanto que a nível da qualidade da água as acções vão no sentido de garantir a qualidade do líquido precioso.
Pretende-se ainda reabilitar e construir infra-estruturas destinadas à expansão do serviço, permitindo abastecer novas localidades e responder às necessidades actuais e futuras das populações.
Em termos de benefícios esperados, se destacam o aumento do volume de água distribuída, maior disponibilidade de abastecimento, maior rapidez na resposta a avarias e a garantia da qualidade da água fornecida.
No município do Porto Novo, as intervenções vão ter lugar nas cidades da Ponta do Sol e Ribeira Grande, ainda em Caibros e Lombo de Santa.
No Paul, vão ser beneficiados a cidade das Pombas e as zonas da Rocha Grande, Figueiral, Pedra das Moças, Losna, Eito e Ribeira de Janela.
No concelho do Porto Novo, os trabalhos vão realizar-se na cidade, no Planalto Leste, em Lajedos e em Casa de Meio.
Hiacistas e taxistas manifestaram hoje indignação com o aumento dos preços dos combustíveis pelo que pediram a revisão das tarifas dos transportes públicos e medidas de compensação por parte do Governo, face ao agravamento dos custos da actividade.
De acordo com a entidade reguladora, a gasolina passa a custar 168,10 escudos por litro, gasóleo normal sobe para 157,60 escudos por litro, o gasóleo para electricidade passa a custar 143,10 escudos por litro e o gasóleo para a marinha será vendido a 125,00 escudos por litro.
Em declarações à Inforpress, o condutor da linha Praia/Tarrafal Sidónio Martins afirmou que a classe enfrenta dificuldades crescentes devido às sucessivas actualizações dos preços dos combustíveis, sem que haja uma correspondente revisão das tarifas cobradas aos passageiros.
Segundo o motorista, os profissionais do sector suportam diversas despesas relacionadas com a actividade e pretendem conhecer as razões que justificam os aumentos para que possam ser encontradas soluções.
Sidónio Martins defendeu ainda que a Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME) deve ter em conta o impacto dos aumentos sobre os transportadores, considerando necessária a actualização das tarifas para compensar os custos acrescidos.
Também o condutor Nelson Tavares, da linha Praia/Assomada, considerou que a subida dos combustíveis tem impactos económicos significativos para os operadores de transporte, uma vez que os preços das viagens permanecem inalterados.
Segundo a mesma fonte, o motorista apelou igualmente à revisão das tarifas e à adopção de medidas de alívio fiscal, referindo que os hiacistas pagam cerca de sete mil escudos em impostos trimestrais, valor que, na sua opinião, poderia ser reduzido para minimizar os efeitos do aumento dos custos operacionais.
Nelson Tavares sublinhou ainda que a manutenção de viaturas, sobretudo dos veículos do tipo hiace, implica despesas elevadas com peças, reparações e outros encargos, dificultando a obtenção de poupanças no final de cada mês.
Por seu lado, o taxista Janito Moreira, partilhou da mesma opinião dos outros condutores de hiaces de que é preciso rever a actualização dos preços dos transportes para que todos tenham um rendimento positivo no seu trabalho.
Segundo contou está cada vez mais difícil trabalhar neste ramo porque, segundo explicou, enfrentam desafios a nível de fretes, combustíveis e de clientes que muitas vezes reclamam dos preços.
Subida dos preços de petróleo
A ARME, prossegue a fonte deste jornal, anunciou que os preços máximos dos combustíveis em Cabo Verde registam, a partir de hoje, um aumento médio de 6,86%.
De acordo com a entidade reguladora, a gasolina passa a custar 168,10 escudos por litro, gasóleo normal sobe para 157,60 escudos por litro, o gasóleo para electricidade passa a custar 143,10 escudos por litro e o gasóleo para a marinha será vendido a 125,00 escudos por litro.
O petróleo passa a custar 181,10 escudos por litro, o fuelóleo 380 fixa-se em 88,40 escudos por quilograma e o fuelóleo 180 em 95,20 escudos por quilograma.
A ARME detalha que, individualmente, as cotações médias do butano, da gasolina, do Jet A1, do gasóleo ULSD e do fuelóleo 0,5% aumentaram 1,66%, 8,58%, 14,16%, 19,50% e 2,05%, respectivamente.
O regulador explicou que, no mês de Julho, a cotação média do petróleo Brent nos mercados internacionais foi de 83,01 dólares americanos por barril, registando um decréscimo de 1,87% face à cotação média de Junho, que se situou nos 84,60 dólares americanos por barril.
De acordo com a ARME citada pela Infrorpess, um dos principais factores para a descida da cotação internacional do petróleo em Julho esteve relacionado com o aumento do optimismo em torno das negociações de paz entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão.
O segundo Fórum Oportunidades em Cabo Verde decorre hoje no Recife, Brasil, reunindo empresários e investidores interessados nas potencialidades do arquipélago, antes da missão empresarial agendada para Setembro na Praia.
Organizado no Cais do Sertão, no Recife Antigo, o encontro esgotou as inscrições disponíveis, num reflexo do interesse crescente do tecido empresarial brasileiro na sequência da projeção internacional alcançada por Cabo Verde no Mundial de futebol de 2026.
Conforme explicou à Inforpress o presidente do Grupo Teleport, Gildo Baptista, o evento serve de etapa preparatória para a deslocação de uma comitiva do Brasil a Cabo Verde, agendada para o período de 03 a 09 de Setembro, data em que terá lugar o II Fórum Brasil-Cabo Verde.
A principal novidade da próxima missão será a inauguração do Arquipélago Digital Teleport no Parque Tecnológico da Praia, estrutura vocacionada para acolher empresas tecnológicas, sobretudo do ecossistema do Porto Digital do Recife, com a formalização dos contratos dos primeiros fundadores.
“A ideia é atrair empresas de base tecnológica para montarem operações em Cabo Verde e, a partir daí, prestarem serviços para África e para outros mercados internacionais”, sustentou Gildo Baptista.
Gildo Baptista recordou que, durante a missão anterior, a delegação limitou-se a conhecer as infra-estruturas do Parque Tecnológico e a apresentar o conceito do projecto, acrescentando que a próxima deslocação marcará uma nova etapa.
O fórum prevê a apresentação de oportunidades de investimento em diversos sectores, incluindo tecnologia, indústria, transformação alimentar, turismo e economia criativa.
Entre os projectos identificados constam a instalação de empresas de desenvolvimento de ‘software’, uma unidade artesanal de produção de charutos, bem como iniciativas ligadas à exportação de carnes especiais, calçado e outros produtos brasileiros para Cabo Verde.
Para as áreas turísticas, o responsável referiu que também serão apresentadas oportunidades de investimento em empreendimentos turísticos, designadamente resorts em ilhas onde esse tipo de oferta ainda não existe.
Para Gildo Baptista, o sector tecnológico reúne as melhores condições para reforçar a cooperação económica entre os dois países, tendo em conta a posição geográfica de Cabo Verde, os acordos comerciais de que beneficia e as vantagens fiscais oferecidas pelo Parque Tecnológico.
Segundo o promotor, o fórum pretende ainda aproximar empresários dos dois países e facilitar contactos que possam traduzir-se em novos investimentos durante a missão empresarial agendada para Setembro.
As exportações de mercadorias cabo-verdianas diminuíram 9% no segundo trimestre, face ao mesmo período de 2025, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde.
Os combustíveis continuaram a ser o principal produto importado, representando 52,3% do total das importações.
As vendas ao exterior totalizaram 2.216 milhões de escudos (20 milhões de euros), menos 220 milhões de escudos do que no segundo trimestre de 2025.
"No período em análise, as importações e as reexportações evoluíram positivamente (48,2% e 53,1%, respetivamente) e somente as exportações evoluíram negativamente (9%)" em relação ao trimestre homólogo", refere o boletim trimestral sobre o comércio externo.
Os preparados e conservas de peixes continuaram a ser o principal produto exportado, representando 79,9% das exportações nacionais.
A Europa manteve-se como principal destino das exportações cabo-verdianas, absorvendo 94% do total exportado, com Espanha, Itália e Portugal entre os principais clientes.
Ainda segundo o INE, as importações de mercadorias aumentaram 48,2% em termos homólogos, para 65.863 milhões de escudos (597 milhões de euros).
Os combustíveis continuaram a ser o principal produto importado, representando 52,3% do total das importações.
As reexportações cresceram 53,1% em termos homólogos, para 12.410 milhões de escudos (113 milhões de euros).
O défice da balança comercial agravou-se 51,6%, para 63.646 milhões de escudos (577 milhões de euros), enquanto a taxa de cobertura das importações pelas exportações nacionais desceu de 5,5% para 3,4%, segundo o boletim divulgado pelo jornal a Semana com Noticia ao Minoto e Lusa.
O presidente da Câmara Municipal do Tarrafal, Neivo Araújo, disse hoje que os preparativos para a XI edição do Festival de Atum, considerado o maior evento gastronómico da ilha, já se encontram na fase final.
Em declarações à Inforpress, a mesma fonte avançou que “está tudo pronto” para o arranque do certame, “o maior evento gastronómico da ilha”, que irá decorrer nos dias 01 e 02 de Agosto, este ano conta a participação de 11 barracas e dos diferentes restaurantes da cidade, com uma variedade de pratos a base do atum.
“Desde o ano passado mudamos o cenário do Festival de Atum para o areal da praia de Campo Pedrada, dando uma nova dinâmica e realce ao evento, e este ano mantemos o mesmo formato”, avançou.
Neivo Araújo explicou que a autarquia pretendia realizar algumas formações e workshops destinados aos pescadores, peixeiras e participantes do festival de atum, mas ficaram condicionados pelos problemas de transporte.
Segundo a mesma fonte, além da valorização gastronómica em torno do atum, o evento também inclui diferentes actividades culturais, desportivas e ainda um concurso destinado a captura do atum com maior peso
“O festival tem ganhado maior dimensão ao longo dos anos, e mais do que promover a gastronomia do atum, incluímos diferentes atividades culturais com participação de artistas locais e de outras ilhas, atividades desportivas como corrida de bote e natação e ainda diferentes jogos tradicionais”, acrescentou.
A XI edição do Festival de Atum conta com um investimento de dois mil contos e será realizada nos dias 01 e 02 de Agosto, no âmbito da comemoração do 21.º aniversário do município do Tarrafal.
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