Os preços dos produtos importados em Cabo Verde registaram uma variação positiva de 5,4% em julho de 2026, acelerando 1,6 pontos percentuais relativamente aos 3,8% registados no mês anterior. Em sentido inverso, os produtos exportados recuaram 3,2%, provocando uma forte deterioração de 8,2% no Índice de Termos de Troca do país face a junho. Os dados constam do mais recente relatório de comércio externo do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Conforme a nota remetida ao jornal Asemanaonline,os dados do Índice de Preços da Importação situou-se em 155,2 pontos. O aumento mensal de 5,4% foi impulsionado por todas as categorias económicas de bens:
- Bens de Capital (+9,5%): puxados pela subida de 12,7% na subcategoria de máquinas.
- Combustíveis (+7,9%): devido ao encarecimento geral desta classe energética.
- Bens de Consumo (+2,2%): influenciados por "Outros bens não duradouros" (+42,3%) e "Produtos alimentares transformados" (+0,4%).
- Bens Intermédios (+1,9%): motivados por "Outros produtos transformados" (+18,2%) e peças de transporte (+8,1%).
Na variação homóloga (comparação com julho de 2025), o cenário aponta para uma forte pressão inflacionária externa, com o índice global de importação a disparar 21,1%.
O Índice de Preços da Exportação fixou-se em 148,3 pontos, recuando 3,2% face a junho. O recuo foi totalmente motivado pelo Índice Subjacente (que exclui produtos voláteis), que caiu 4,2%. Em termos homólogos, as exportações registaram uma diminuição de 1,9%.
Como os preços dos bens que o país compra (importações) subiram e os preços dos bens que vende (exportações) desceram, o Índice de Termos de Troca (ITT) fixou-se em 95,6 pontos. Isto representa uma quebra mensal de 8,2% (uma perda de poder de compra externo face ao mês anterior) e um decréscimo homólogo expressivo de 19,0%.

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