segunda-feira, 28 setembro 2026

E Economia

Combustíveis: Aumento do preço leva condutores de hiaces a mexer nas tarifas - Praia-Pedra Badejo sobe para 250 escudos

Condutores de hiaces em Santiago defenderam hoje a actualização das tarifas de transporte, pois dizem que o aumento do preço dos combustíveis tornou insustentável a actividade, com a linha Praia–Pedra Badejo a aumentar para 250 escudos.

 

Instados pela Inforpress, condutores afirmaram que a tarifa paga pelos passageiros nos hiaces permanecem praticamente inalterados há vários anos, apesar dos sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis e de outros custos associados à actividade.

Na linha Praia–Santiago, os transportadores decidiram aumentar a tarifa para 250 escudos, justificando a medida com o aumento dos custos de exploração e a necessidade de garantir alguma margem de rendimento.

“Na linha Praia–Santiago subimos o preço ontem porque tem sido insustentável trabalhar nestas condições em que o preço dos combustíveis sobe praticamente todos os meses, mas o nosso preço mantém-se o mesmo há quase seis anos”, explicou um dos condutores, preferindo não ser identificado.

Entretanto, alguns passageiros abordados no local pela Inforpress manifestaram-se surpreendidos com a subida da tarifa na linha Praia–Santiago para 250 escudos. Apesar da discordância, reconheceram que o aumento do preço dos combustíveis tem provocado “um impacto significativo nos custos dos transportadores e no orçamento das famílias”.

O condutor da linha de hiaces Praia-Assomada Arnaldo Cardoso considerou que a situação tem sido “muito complicada” para a classe, tendo em conta o aumento frequente dos preços dos combustíveis.

“Quase todos os meses registamos o aumento dos preços dos combustíveis, mas o preço dos hiaces permaneceu o mesmo há já alguns anos. Por isso achamos que, se os combustíveis sobem, tem que haver o aumento dos preços de transporte dos hiaces”, defendeu.

Por sua vez, na linha Praia-Tarrafal, Elton Cabral afirmou que os transportadores estão a trabalhar praticamente apenas para cobrir os custos com combustível.

“Houve subida dos preços em todas as coisas, somente o preço de hiace que não subiu. Isso não pode ser porque nós temos estado a trabalhar para os combustíveis, porque o dinheiro tem dado somente para os combustíveis”, afirmou.

Como exemplo, explicou que uma viagem Praia–Tarrafal pode representar uma receita de cerca de 8.400 escudos, enquanto, com o gasóleo a 200 escudos por litro, os gastos com combustível podem atingir 6.000 escudos.

Elton Cabral acrescentou que os transportadores de Tarrafal enfrentam ainda dificuldades relacionadas com a existência de várias filas de hiaces, o que reduz o número de viagens realizadas, e com o regresso à Praia de viaturas sem passageiros.

“O nosso apelo é que o preço dos hiaces também seja subido”, disse.

Por sua vez, Manuel de Jesus Gonçalves, condutor de São Lourenço dos Órgãos, afirmou que a subida dos combustíveis tem tido um impacto “muito negativo” na actividade.

“Nós não temos nenhum benefício, somente prejuízo, e as pessoas também não estão a compreender o nosso lado porque, se aumentamos, por exemplo, 20 escudos no preço, começam a reclamar, nos insultam. Temos muitos gastos e nenhum lucro”, afirmou.

O condutor questionou até quando a classe poderá continuar a trabalhar nestas condições, considerando que os custos aumentam sem que haja uma correspondente actualização das tarifas.

Já os condutores da linha Praia–Calheta criticaram igualmente a manutenção das tarifas, alegando que os actuais preços não acompanham os custos dos combustíveis.

“Conseguimos dar uma volta por dia e, quando colocamos o combustível, não nos sobra nada”, afirmou um dos condutores.

Além das dificuldades financeiras, os transportadores reclamam das condições existentes na paragem, nomeadamente a existência de um esgoto a céu aberto e a falta de instalações sanitárias.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 2 horas atrás

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jcf
23 dias atrás 19 horas atrás

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joão do rosário
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