segunda-feira, 02 novembro 2026

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Carnaval/São Vicente: Mandingas movimentam mindelenses de todas as idades por mais de cinco horas de desfile

O arranque da “maratona” aconteceu por volta das 15:00 quando os dois grupos de mandingas, reunidos à frente do Mercado da Ribeirinha, partiram rumo a zonas como Fonte Inês e Cruz João Évora já com bom número de seguidores.

A partir daí a afluência de pessoas só aumentava a cada quilómetro percorrido, sem se importar com a idade, porque no meio da multidão cabia bebés, levados ao colo dos pais, e até pessoas de terceira idade ainda de “corpo rijo” e que aguentaram a pedalada de vibrar com os mandingas.

O manto negro avançou de seguida pela zona de Madeiralzinho, carregando consigo os caixões que representam a morte do Carnaval, mas, este ano, como novidade, também trouxeram mais de um caixão simbolizando a morte da Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval – São Vicente (LIGOC-SV) e dos júris, que, com os resultados do concurso oficial de 2024, suscitaram várias polémicas.

A crítica foi feita até com guiso e com os carregadores desses caixões a vociferarem que a LIGOC-SV e os júris “acabaram com o Carnaval de São Vicente” depois de terem até declarado empate entre quatro participantes, que concorriam para o prémio de Melhor Rainha de Bateria.

O desfile de mandingas mostrou assim ser também espaço para “julgamentos”, mas também de diversão de todo o tipo, inclusive para estrangeiros que a cada ano parecem crescer em número nesse cortejo, em que já arriscam passos para acompanhar a ginga dos cabo-verdianos.

Aliás, no “enterro do Carnaval” todos são bem-vindos e escolhem por conta própria a ala que querem ficar, porque apesar do desfile ser único, divide-se naturalmente em partes distintas, desde a “comissão de frente”, constituída por uma pequena multidão que anuncia a proximidade dos homens, mulheres e crianças de negro e trajados com saiotes e acessórios de “saco de larau”, vindos logo atrás.

Segue-se o grupo de tocadores que animam os mandingas, protegidos pelo cercado de corda, e também mais um segmento de populares, livres e criadores de “slogans” que começam a ser entoados por uma pessoa e contagia logo o grupo todo.

A terceira ala é feita pelo trio électrico que recorda as músicas de Carnaval recentes e mais antigas, e que carrega atrás o maior aglomerado de pessoas, que, aos pulos, empurros, encontrões e trocas de suores celebra o “enterro” como se não houvesse amanhã.  

E é esta despedida da festa do Rei Momo que se repete a cada ano e que agora, em 2024, movimentou um enorme número de mindelenses, que após percorrer outras zonas como Chã de Alecrim e Avenida Marginal, desembocou na praia do Cais de Alfândega, onde foram “enterrados” no mar os caixões, por volta das 20:15.

Com este final, a cidade do Mindelo volta a apaziguar-se, lamentando as saudades dos desfiles de mandingas que agora só regressam em 2025, trazendo de novo todo o “alvoroço de sabura”, mas, também oportunidades de negócios para os pequenos empreendedores, que vendem todo o tipo de comes e bebes nesse meio, para saciar a fome e a sede dos festeiros.

 

A Semana com Inforpress

 

19 de fevereiro 2024

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Comentários

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11 horas atrás 50 minutos atrás

Bom dia, que esta semana seja abençuada e repleta de luz.

Lu
12 horas atrás 52 minutos atrás

Mais uma vez

joão do rosário
COM_RSCOMMENTS_NUMBER_OF_MONTHS 26 dias atrás

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