Assinalam-se hoje 17 anos sobre o falecimento do poeta e compositor cabo-verdiano Manel d’Novas, nome incontornável da música tradicional de Cabo Verde, cuja obra atravessa gerações através das mornas e coladeiras.
Dezassete anos depois da sua morte, Manel d’Novas permanece como uma das referências da composição musical cabo-verdiana, com uma obra que continua a ser interpretada, revisitada e transmitida entre gerações.
Conforme umapontamento de Inforpress, Manuel de Jesus Lopes, conhecido artisticamente como Manel d’Novas, nasceu a 24 de Dezembro de 1938, na Ribeira Grande, Santo Antão, e faleceu a 28 de Setembro de 2009, no Mindelo, São Vicente, aos 70 anos.
Manel d’Novas destacou-se pela capacidade de transformar em música episódios do quotidiano, relações humanas, migração, saudade, amor, pátria e questões sociais, recorrendo tanto à morna como à coladeira.
A sua ligação ao Mindelo marcou profundamente a sua criação artística, tendo retratado através da música diferentes aspectos da sociedade são-vicentina, muitas vezes com recurso à ironia, ao humor e à sátira.
Entre os seus sucessos estão “Nôs Morna”, “Stranger ê um Ilusão”, “Lamento d’um Emigrante”, “Apocalipse”, “Cmé Catchorr”, “Cumpade Ciznone”, “Dona Ana”, “Ess Pais”, “Morte d’um Tchuc”, “Nôs Raça” e “Psú Nhondenga”.
Segundo a mesma fonte, a sua produção inclui ainda “Biografia d’um Criol”, “Vida tem um só vida”, “Direito di Nascê”, “Tudo tem sê limite”, “Paraiso di Atlantico”, “Avenida Marginal” e “Serpentina”, entre outras composições.
“Cumpade Ciznone” ganhou particular projecção na voz de Cesária Évora, enquanto “Biografia d’um Criol” integra o repertório associado aos Os Tubarões.
Em Setembro de 2024, o Centro Cultural de Cabo Verde, em Lisboa, acolheu o projecto “Mornas com Stória – Tributo a Manel d’Novas”, iniciativa que assinalou os 15 anos sobre o falecimento do compositor e revisitou a sua vida e obra através da música e do ‘storytelling’.
Em Junho de 2024, o Presidente da República, José Maria Neves, condecorou, a título póstumo, Manuel de Jesus Lopes com o segundo grau da Ordem Amílcar Cabral, no âmbito das homenagens aos criadores e intérpretes do Cancioneiro da Liberdade.
A morte de Manel d’Novas ocorreu nas primeiras horas de 28 de Setembro de 2009, na sequência de complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral sofrido cerca de três anos antes, lembra a fonte deste jornal.
Dezassete anos depois da sua morte, Manel d’Novas permanece como uma das referências da composição musical cabo-verdiana, com uma obra que continua a ser interpretada, revisitada e transmitida entre gerações.

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