A cratera das históricas Salinas de Pedra de Lume acolheu com casa cheia, na noite desta quinta-feira, 10, a quinta edição do “Pedra de Lume In Concert”, evento já consagrado no calendário cultural da ilha do Sal.
“Foi um concerto maravilhoso, com um som formidável, raro em concertos do tipo, o que me motivou ainda mais na actuação”, afirmou o artista, referindo-se a Jenifer Solidade como uma “eterna convidada” e a Emy Benrós como “uma promessa” que acompanhava desde a sua actuação num concerto intimista em São Vicente.
Enquadrado no programa comemorativo do Dia do Município do Sal, a noite teve como figura central o cantor salense Mirri Lobo, anfitrião da noite, que ao longo de mais de duas horas de espectáculo “embalou” o público presente na cratera ao som do seu vasto repertório e de duetos marcantes.
O artista da casa dividiu o palco com duas vozes femininas da música cabo-verdiana: a cantora sanvicentina Emy Benrós e a intérprete Jenifer Solidade.
Emy Benrós, que antecedeu a sua entrada em dueto com temas do seu próprio repertório num registo de reggae bem acolhido pelo público, juntou-se a Mirri Lobo para interpretar "Triste Ê Sabe".
Já com Jenifer Solidade, o anfitrião proporcionou um dos “momentos altos da noite” ao cantar o tema "Nha Cretxeu".
Em declarações à imprensa no final da sua actuação, Mirri Lobo fez um balanço “altamente positivo” da noite, enaltecendo as condições técnicas e a entrega das suas convidadas.
“Foi um concerto maravilhoso, com um som formidável, raro em concertos do tipo, o que me motivou ainda mais na actuação”, afirmou o artista, referindo-se a Jenifer Solidade como uma “eterna convidada” e a Emy Benrós como “uma promessa” que acompanhava desde a sua actuação num concerto intimista em São Vicente.
Por seu turno, Emy Benrós manifestou a sua satisfação pela estreia naquele palco e pelo calor com que foi recebida pela assistência.
A segunda parte do certame ficou reservada à actuação internacional da Orchestra Baobab, vinda do Senegal, que durante cerca de uma hora brindou o recinto com a sua assinatura musical de fusão afro-cubana, combinando ritmos das Caraíbas com a tradição da África Ocidental.
Em representação do grupo senegalês, Tcherno-Kuaté expressou o encanto da banda com a recepção no Sal e em Cabo Verde.
“É a primeira vez que estamos aqui, mas fomos amados por esta cidade. É muito bonito, é calmo, as pessoas são agradáveis e estamos muito felizes. Já tínhamos estado na Praia, mas este festival foi uma estreia e esperamos voltar um dia”, destacou o músico.
Presente no evento, o presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde, organizadora do evento, Jorge Spencer, assinalou a singularidade do momento e a importância estratégica da afirmação da identidade africana no festival.
“É sempre um momento ímpar, espectacular. Tivemos um grande homem da música cabo-verdiana, Mirri Lobo, que foi fantástico no palco com duas companhias maravilhosas”, começou por notar Jorge Spencer, sublinhando que a presença da orquestra senegalesa reforça a integração continental de Cabo Verde.
“Hoje é África, é o africano assumido e inserido em África. Vim mostrar a cultura de uma África forte, que também tenta aprender e mudar”, concluiu o responsável.
O “Pedra de Lume In Concert” reafirma-se assim como um dos pontos altos das festividades do município salense, aliando o património natural da ilha à promoção da cultura nacional e regional.
A Semana com Inforpress

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