sábado, 25 julho 2026

Grupo de cidadãos cria Frente Popular para "salvar democracia" na Guiné-Bissau

 

 

“Este povo quer evoluir, este povo quer construir a prosperidade, porque é um povo que tem muita ambição, um povo bravo, um povo que tem história, um povo com muito orgulho”, sublinhou Lona.

 

A FP, que tem como símbolo três punhos negros fechados erguidos, prometeu, para os próximos dias, ações de rua para “dizer basta” às situações que “impedem o povo guineense de viver na democracia”.

Vivemos uma sabotagem por completo daquilo que é a democracia”, notou Armando Lona.

O analista e também ativista político disse ainda que a Guiné-Bissau vive atualmente “num bloqueio total” das instituições da República, situação que, afirmou, impede o progresso do país.

Armando Lona observou que o povo guineense “vai-se mobilizar” para “dizer basta ao regime ditatorial”, que quer manter o povo no “absolutismo e na miséria”.

Este povo quer evoluir, este povo quer construir a prosperidade, porque é um povo que tem muita ambição, um povo bravo, um povo que tem história, um povo com muito orgulho”, sublinhou Lona.

A FP, entre outros propósitos, pretende “resgatar o Estado” guineense através de um processo de consciencialização do povo de que “não basta apenas votar”, assinalou Armando Lona.

A Frente Popular é o povo. O povo não pode ter medo de ninguém. Quem devia ter medo é quem quer fazer calar o povo”, frisou Lona, ao ser questionado sobre se o seu grupo não receia represálias das autoridades.

Entre outras individualidades, a Frente Popular conta com a jurista Helena Neves Abrahamsson e o sindicalista Júlio Mendonça.

O movimento tem como slogan: “República i di anós” (República somos nós).

A Guiné-Bissau atravessa um momento de crise política e institucional agravada com a dissolução do parlamento em dezembro de 2023 por ordens do Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, que evoca uma tentativa de golpe de Estado que estava em curso.

O Presidente também demitiu o Governo saído das eleições legislativas, que tinham sido realizadas em junho de 2023, e instituiu um executivo da sua iniciativa, que encarregou de realizar novas eleições em data ainda por anunciar.

Vários partidos políticos e setores da sociedade civil têm contestado as decisões do Presidente que consideram ilegais à luz do artigo 94.º da Constituição da República que, dizem, impede a dissolução do parlamento nos 12 meses após as eleições.

Na sexta-feira, a polícia guineense autorizou a reabertura da sede do parlamento para o funcionamento dos serviços administrativos, um facto que a Frente Popular “considera de encenação”.

A Semana com Lusa

23 de março 2024

Ocultar formulário

5000 caracteres restantes


Colunistas

Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
21 Jul. 2026
SOBRE ESTAR SÓ
Sei que há muito palpite sobre a solidão. Altemar...
José João Neves Barbosa Vicente
José João Neves Barbosa Vicente
21 Jul. 2026
 “TUBARÕES AZUIS”: A REPRESENTAÇÃO DE UM POVO
A atuação dos “Tubarões Azuis” contribui para inspirar crianças,...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
21 Jul. 2026
Justiça social, racionalidade orçamental e o papel...
A vitória eleitoral de Francisco Carvalho e da plataforma...
Péricles Tavares
Péricles Tavares
12 Jun. 2026
Carta Aberta ao novo Primeiro-Ministro:Responsabilidade de unir...
Estamos convictos de que, sob a sua liderança, Cabo...
Domingos Landim de Barros
Domingos Landim de Barros
03 Jun. 2026
Radiografia da minha eira
Algo que, com todo o preito, se assemelha à...

Comentários

Miranda
18 dias atrás

Boa sorte

Rocha Pereira
11 dias atrás

Em nome do sr esse homem e mesmo o que Cabo Verde não merece por que se verdade mesmo por que são filhos do coitado p ...

Miranda
17 dias atrás

Em Africa,andamos a brincar aos golpes de estado ; tornou-se um divertimento esquematico, estratégico e diabólico. . Que ...

Pub-Reportagem

publireport