sábado, 25 julho 2026

Parlamento: Primeiro-ministro diz que privatizações desenvolveram empresas - oposição denuncia vendas de empresas com escândalos que lesam Cabo Verde

Segundo a Inforpress,  Ulisses Correia e Silva, que falava na abertura do debate sobre a agenda de privatização de empresas públicas no país, destca que as políticas de crescimento económico com coesão social permitiram e têm permitido a reduçao do desemprego e da pobreza e a criação de oportunidades de empreendedorismo jovem e de inclusão produtiva.    

Destacou que desde 1991, mais de 50 empresas foram privatizadas levando a que milhares de trabalhadores, emigrantes e cidadãos em geral tornassem accionistas através desses processos, que foram realizados mediante parceiros estratégicos que impulsionaram o crescimento e a modernização de sectores, como o sistema financeiro, dos quais a banca e os seguros, as telecomunicações e a energia.

A título de exemplo citou empresas como a Caixa Económica de Cabo Verde, privatizada em 1999, que “se modernizou e expandiu a actividade”, e que, em 2021, “registou 1,1 milhões de contos de resultados de impostos e empregava 384 trabalhadores”, também o BCA, que foi privatizado em 2000, e que “é hoje um banco sólido e moderno” tendo registado em 2021 “resultados de 1,5 milhões de contos de empregando 427 trabalhadores”.

O chefe do Governo ainda lembrou o caso da Cabo Verde Telecom, privatizada em 1999, que segundo o mesmo teve uma “grande expansão da actividade, impulsionou a modernização das telecomunicações e a entrada no mundo da internet”.

Antes da privatização registou um resultado de impostos de 262 mil contos. Em 2021, registou 438 mil contos de resultados e emprega mais de 400 trabalhadores”, exemplificou para depois citar o caso da Enacol, privatizada em 1997, que em 2021, “registou 539 mil contos de Resultados e emprega mais de 200 trabalhadores”.

Segundo  ainda Ulisses Correia e Silva, citado pela Inforpress, “estes resultados salvaguardaram os interesses do país” e têm sido “globalmente positivos”, porque depois de privatizadas as empresas continuam em Cabo Verde, realizam investimentos, “modernizam-se, expandem negócios, criam empregos, contribuem para o crescimento económico, pagam impostos e, nalguns casos, rendas de concessão”.

 

Oposição e vendas sem transparência com supostos escândalos

 

Conforme ainda a mesma fonte, o deputado e presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) disse que graças ao “esforço e sacrifício” de todos os cabo-verdianos, residentes e na diáspora, foram construídas empresas, nas mais diversas áreas.

Rui Semedo acrescentou que estas “geraram riquezas, fizeram crescer o país e cumpriram a missão de prestar serviços e garantir” o acesso a bens essenciais, a preços comportáveis, para toda a população e em todas as ilhas.

Segundo disse, o Movimento para a Democracia (MpD, poder) sempre que chega ao Governo, invariavelmente, “decide vender tudo, em negócios, quase sempre pouco transparentes, sem concursos” e, algumas vezes com destinatários e beneficiários “escolhidos a dedo e com escândalos que envergonharam os cabo-verdianos”.

O PAICV é favorável a uma privatização que acautele os superiores interesses do país, que garanta o crescimento da economia, que gera ou rentabiliza a riqueza e contribua para a melhoria das condições de vida das pessoas”, afirmou.

 Conforme o político, o seu partido defende que “nem tudo deve ser privatizado” e que “a privatização deveria ser precedida de um amplo debate com a sociedade para se construir entendimentos e consensos nacionais sobre o que privatizar e o que reservar a uma participação forte do Estado”.

Para Rui Semedo, o Governo não pode privatizar para que o país fique mais pobre considerando que há três sectores que deveriam ser “protegidas desta fúria desenfreada” de privatização.

O sector energético um sector vital para o desenvolvimento do país onde já se fizeram avultados investimentos no passado, o sector dos transportes marítimos e aéreos áreas de soberania nacional e sector da saúde e da distribuição dos medicamentos”, afiançou considerando que houve fracassos nas privatizações da Electra, da TACV e dos transportes marítimos.

 

MpD  destaca vantagem das privatizações

 

Ao intervir, o presidente do grupo parlamentar do MpD, Paulo Veiga, seguiu a mesma linha do primeiro-ministro e enalteceu o facto de as privatizações aumentarem a eficiência, a produtividade e a competitividade das empresas, fomentar o tecido empresarial e a participação dos cidadãos nacionais nessas organizações.

As privatizações foram uma grande estratégia para abrir novos horizontes e oportunidade para o crescimento e inovação em diversos setores-chave de nossa economia, incluindo energia, telecomunicações, banca e seguros”, elucidou conforme a Inforpress.

Conforme Paulo Veiga, ao permitir que empresas privadas assumissem o controlo, libertaram o potencial de mercado e estimularam a concorrência, promoveram a eficiência e a excelência operacional.

A agenda de privatizações e parcerias estratégicas que o Governo liderado por Ulisses Correia e Silva está promovendo é mais do que uma escolha económica – é um compromisso com o progresso e o bem-estar de todos os cabo-verdianos”, finalizou Paulo Veiga.

 

UCID pede transparência e sustentabilidade

Numa intervenção curta, prosseguer a Inforpress, o líder da bancada da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), António Monteiro, considerou que é preciso encontrar uma solução para as privatizações que é a transparência.

“É pôr em cima da mesa todos os dados para que as privatizações sejam feitas de forma profunda, com sustentabilidade e com ganhos sustentáveis para o País. Nenhum outro caminho irá ajudar o País. Nenhum outro caminho favorecerá os cidadãos que a pertencem”, adiantou, garantindo que “a UCID não é contra as privatizações, mas é contra a fórmula e os modelos que às vezes se aplicam às privatizações”, conclui a fonte deste jornal.

 

20 de março 2024

Ocultar formulário

5000 caracteres restantes


Colunistas

Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
21 Jul. 2026
SOBRE ESTAR SÓ
Sei que há muito palpite sobre a solidão. Altemar...
José João Neves Barbosa Vicente
José João Neves Barbosa Vicente
21 Jul. 2026
 “TUBARÕES AZUIS”: A REPRESENTAÇÃO DE UM POVO
A atuação dos “Tubarões Azuis” contribui para inspirar crianças,...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
21 Jul. 2026
Justiça social, racionalidade orçamental e o papel...
A vitória eleitoral de Francisco Carvalho e da plataforma...
Péricles Tavares
Péricles Tavares
12 Jun. 2026
Carta Aberta ao novo Primeiro-Ministro:Responsabilidade de unir...
Estamos convictos de que, sob a sua liderança, Cabo...
Domingos Landim de Barros
Domingos Landim de Barros
03 Jun. 2026
Radiografia da minha eira
Algo que, com todo o preito, se assemelha à...

Comentários

Miranda
18 dias atrás

Boa sorte

Rocha Pereira
11 dias atrás

Em nome do sr esse homem e mesmo o que Cabo Verde não merece por que se verdade mesmo por que são filhos do coitado p ...

Miranda
17 dias atrás

Em Africa,andamos a brincar aos golpes de estado ; tornou-se um divertimento esquematico, estratégico e diabólico. . Que ...

Pub-Reportagem

publireport