sábado, 25 julho 2026

Obama: EUA estão no mesmo ponto "ou um pouco pior" que antes da guerra com o Irão

O antigo presidente norte-americano Barack Obama considerou esta terça-feira que o país está no mesmo ponto de antes da guerra com o Irão, “ou até um pouco pior”, defendendo o acordo nuclear alcançado no seu mandato.   Segundo Observador que cita Lusa, numa entrevista à rede norte-americana NBC, Obama lamentou que Washington continue no mesmo ponto relativamente à questão nuclear do Irão, apesar de os Estados Unidos terem gasto “milhares de milhões de dólares e sujeitado as Forças Armadas a uma enorme pressão“, numa guerra em que “muitas pessoas morreram”. “Dá a impressão de que regressámos ao ponto em que estávamos antes do início da guerra, embora talvez numa situação ainda ligeiramente pior”, argumentou o antigo líder democrata. Obama indicou que “a justificação” para a ofensiva militar eram as aspirações nucleares de Teerão, embora tenha destacado que o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA) acordado durante o seu mandato (2009-2017) estabelecia que o Irão não desenvolveria armas nucleares.   “Toda a comunidade internacional, incluindo os serviços secretos israelitas e as nossas próprias agências de informações, considerou que este acordo estava a funcionar”, sublinhou. Neste sentido, recordou que a administração de Donald Trump (republicano), no primeiro mandato (2017-2021), decidiu retirar os EUA do acordo, o que mais tarde levou o Irão a desenvolver uma maior capacidade nuclear. Desta forma, lamentou, prossegue a fonte deste jornal,  que não se saiba qual o plano que Washington está agora a seguir para controlar o programa nuclear iraniano, pelo que evitou comparações com o acordo estabelecido pela sua administração. “Ainda não sei qual é esse plano. Portanto, até ver, até haver algum documento público que indique exatamente no que consiste o acordo, não tenho forma de o comparar com o plano que desenvolvemos após muitos anos de trabalho”, disse.   Obama tem sublinhado, no entanto, que um cessar-fogo nas hostilidades com o Irão é positivo, porque melhora a situação das populações afetadas pela guerra. “Estou muito feliz por ver um cessar-fogo e espero que se mantenha. Tendemos a esquecer que, em qualquer guerra, aqueles que suportam o peso do conflito são pessoas comuns, pessoas que simplesmente tentam viver as suas vidas e cuidar das suas famílias”, afirmou. Também relativamente à reabertura do Estreito de Ormuz, sustentou que, com o tempo, “proporcionará algum alívio às pessoas normais face aos elevados preços da gasolina e da energia”. Obama mostrou-se expectante quanto aos acordos que poderão ser alcançados nos 60 dias de trégua estabelecidos pelo memorando assinado pelos Estados Unidos e pelo Irão a 18 de junho, refere a fonte deste jornal.
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Comentários

Miranda
18 dias atrás

Boa sorte

Rocha Pereira
11 dias atrás

Em nome do sr esse homem e mesmo o que Cabo Verde não merece por que se verdade mesmo por que são filhos do coitado p ...

Miranda
16 dias atrás

Em Africa,andamos a brincar aos golpes de estado ; tornou-se um divertimento esquematico, estratégico e diabólico. . Que ...

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