sábado, 25 julho 2026

Irão e EUA aceitam suspender ataques e reunir-se no Qatar

Apesar do acordo assinado a 17 de junho, os dois países trocaram ataques nos últimos dias, acusando-se mutuamente de violar o cessar-fogo, com o controlo de Ormuz no centro das tensões. "Decidimos parar todas as atividades [militares]", informou o Axios, citando um responsável norte-americano que não foi identificado. Um segundo responsável dos Estados Unidos assegurou ao mesmo jornal online que ambas as partes cessavam os ataques "por enquanto" e que "os navios podiam circular livremente" no estreito, enquanto prosseguem as negociações para uma solução duradoura para o conflito. Estes dois responsáveis e uma terceira fonte confirmaram que iranianos e norte-americanos se encontrariam na terça-feira no Qatar. A emissora CNN relatou declarações semelhantes de um responsável da Administração do Presidente Donald Trump, mas a Casa Branca não reagiu de imediato. De acordo com o acordo, o Irão compromete-se a permitir a passagem segura de navios comerciais no estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos aceitam levantar o bloqueio aos portos iranianos. Na noite de sábado, o presidente norte-americano retomou ameaças, afirmando que o Irão "deixaria de existir" se os Estados Unidos decidissem retomar a guerra. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, avisou no domingo os Estados Unidos de que Teerão tem controlo absoluto sobre o estreito de Ormuz nos próximos 30 dias de negociações e exigiu que os EUA pressionem Israel a retirar-se do Líbano. Araghchi fez as declarações no meio de novos confrontos com os EUA e após um acordo entre o Líbano e Israel que foi rejeitado pelo Hezbollah, partido paramilitar libanês e aliado estratégico de Teerão, que acredita que o acordo contraria o documento assinado pelo Irão e pelos EUA. O primeiro ponto do documento não só exige a suspensão dos bombardeamentos israelitas, como obriga as partes a encontrarem uma solução para a retirada de Israel do país. O acordo assinado na sexta-feira entre o Líbano e Israel, no entanto, apenas menciona uma "retirada gradual" condicionada à verificação do desarmamento do Hezbollah, algo que o grupo armado não tem intenção de fazer, entendendo ser uma manobra israelita para deixar o país indefeso.   A Semana com NM/Lusa
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Comentários

Miranda
18 dias atrás

Boa sorte

Rocha Pereira
11 dias atrás

Em nome do sr esse homem e mesmo o que Cabo Verde não merece por que se verdade mesmo por que são filhos do coitado p ...

Miranda
16 dias atrás

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