sábado, 25 julho 2026

Pianista cabo-verdiano de 11 anos impressiona em recital

O interesse pela música surgiu de forma espontânea e foi crescendo. "Quando toco, sinto-me alegre e calmo", conta Helber Passos.   A sala do Centro Cultural Português de Cabo Verde foi pequena para acolher o público que se juntou, na quinta-feira, para ver e ouvir um novo pianista do arquipélago, Helber Passos, que tem apenas 11 anos, revela Observador que cita Lusa.   “Toco piano desde os 5. O meu pai comprou-me um teclado pequeno e eu vi vídeos no YouTube até aprender”, diz à Lusa o pequeno prodígio da escola de música Pentagrama, cujas qualidades levaram à organização de um recital a solo — a sua primeira apresentação pública. O interesse pela música surgiu de forma espontânea e foi crescendo. “Quando toco, sinto-me alegre e calmo”, afirma à Lusa. O pai, Emmanuel Passos, lembra-se de quando Helber conseguiu reproduzir, sozinho, as 15 músicas pré-gravadas num brinquedo de Natal. “Percebemos que precisava de acompanhamento”, diz, e inscreveram-no numa escola de música, sendo o primeiro da família a interessar-se pela arte.   “É um orgulho enorme vê-lo a tocar, mas o mais importante é que ele seja feliz”, acrescenta. Segundo a mesmam fonte, o percurso de Helber tem sido acompanhado pela escola de música Pentagrama, fundada em 1991 pelo professor, guitarrista e compositor Tó Tavares. “Há pessoas que nascem para isto. O Helber nasceu pianista, eu estou apenas a orientá-lo”, afirma. A escola é uma referência no país e já formou vários músicos que seguiram carreiras profissionais, como Mayra Andrade, Djodje, Sara Alhinho e Linda Chantre.   Hoje, conta com cerca de uma centena de alunos e formação em piano, canto, guitarra e flauta. Segundo Tó Tavares, o objetivo é “desenvolver o talento natural” dos alunos, sem descurar a componente técnica e educativa. O recital de Helber reuniu familiares, amigos e amantes da música, que destacaram o talento do jovem pianista e a importância de iniciativas dedicadas à formação artística das crianças.   No verão, a atualidade não fica em pausa.Assine por 39,90€/ano habilite-se a ganhar 1 estadia num hotel da Small Portuguese Hotels.Assinar   Filomena Vaz, uma das pessoas na plateia, disse ter ficado “perplexa” com a atuação e com a forma como a música pode contribuir para a educação.   “A maneira como Helber interpretava as notas tocava na alma das pessoas. Fiquei muito emocionada”, acrescenta. António Barreto, admirador de piano, considera a habilidade do rapaz “impressionante” e defende que os pais devem incentivar os filhos que revelem vocação para a música. Helber admite que as sequências mais rápidas continuam a ser o maior desafio. “Às vezes não chego à nota certa, mas vou-me habituando”, acrescenta, referindo que já toca várias peças de memória. Além da música, divide o tempo livre entre o futebol, o karaté e jogos de raciocínio, como xadrez, puzzles e um cubo mágico. Agora, espera que este recital seja apenas o início de um percurso. “Quero continuar a tocar piano”, diz, deixando também uma mensagem a outras crianças: “Não desistam dos seus sonhos e não tenham vergonha”. A Semana com Observador/Lusa
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Comentários

Miranda
18 dias atrás

Boa sorte

Rocha Pereira
11 dias atrás

Em nome do sr esse homem e mesmo o que Cabo Verde não merece por que se verdade mesmo por que são filhos do coitado p ...

Miranda
16 dias atrás

Em Africa,andamos a brincar aos golpes de estado ; tornou-se um divertimento esquematico, estratégico e diabólico. . Que ...

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