segunda-feira, 27 julho 2026

Caso da prova nacional/São Vicente: Alunos pedem repetição da prova de Matemática

Acredita ser “injusto” ter estudado durante todo esse tempo para ter a sua média na matemática entre 17 e 18 e agora correr o risco de descer para 11 ou 12 com uma prova que tem um peso de 30 por cento (%) na pauta final.

 

Segundo a Inforpress, o ambiente na manhã de hoje junto da Delegação de Educação, no Mindelo, era de alvoroço com alunos finalistas de todas as escolas da ilha, que quiseram mostrar o seu desagrado perante o “exame muito difícil” aplicado na quinta-feira, 04.

Antes do encontro, o representante da Escola Técnica do Mindelo, Dylan Tavares, assegurou à Inforpress que os objectivos apresentados não condizem com as matérias leccionadas durante o ano lectivo.

“Aplicaram exercícios com um nível de dificuldade que não estamos acostumados a trabalhar”, considerou o estudante, que, no seu caso, mostrou o receio de descer a sua média final e o impedir de se candidatar a vagas e bolsas para estudar Aeronáutica no exterior.

Acredita ser “injusto” ter estudado durante todo esse tempo para ter a sua média na matemática entre 17 e 18 e agora correr o risco de descer para 11 ou 12 com uma prova que tem um peso de 30 por cento (%) na pauta final.

Por seu lado, o representante da Escola Salesiana do Mindelo, Henrique Fortes, admitiu não concordar com o sistema por colocar “numa única prova o resultado de três anos de muito esforço”.

Referiu-se ao caso da ilha do Sal, em que os estudantes pediram a anulação do exame e disse que tal decisão deveria ser estendida a todo o território nacional, tal como a abrangência da prova.

Henrique Fortes admitiu que não teve tanta dificuldade como outros colegas, que até tiveram ataques de pânico, a ponto de serem atendidos nos serviços de saúde, mas reiterou a sua empatia para com todos os finalistas que agora podem ser prejudicados “pela desatenção ou incompetência” de alguns decisores.

“Não é só uma questão de passar, é passar com honra e média para fazermos o nosso curso superior e sermos grandes homens e mulheres do amanhã, dignos e educados”, afiançou.

Conforme a mesma fonte, o delegado de Educação, Jorge da Luz, reuniu-se com um representante de cada uma dessas escolas e após os ouvir garantiu que vai reportar as preocupações, que “parecem ser a nível nacional”, aos seus superiores.

Confirmou que a Direcção Nacional já tem conhecimento do que se passou e por isso, aguarda “uma resposta firme” nos próximos dias.

Também pediu que os estudantes, pais e encarregados de educação e toda a comunidade educativa da ilha aguarde o posicionamento do Ministério de Educação “com tranquilidade” para esclarecer todas as questões levantadas.

No final, os alunos Dylan Tavares e Henrique Fortes consideraram ter sido “ um encontro inconclusivo”, mas mostraram-se satisfeitos com a abertura e sensibilidade manifestadas pelo delegado, refere a fonte deste jornal.

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Comentários

Soares
15 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
19 dias atrás

Boa sorte

Terra
9 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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