O chefe do executivo timorense falava aos jornalistas após a realização do encontro semanal com o Presidente, José Ramos-Horta.
Com a resolução “nenhum elemento que esteja a trabalhar numa instituição do Estado pode estar a trabalhar num outro lugar”, disse aos jornalistas Xanana Gusmão.
O primeiro-ministro exemplificou aquela situação com alguns médicos do sistema público que têm também clínicas privadas.
“Uns aparecem lá [nos serviços de saúde públicos] dão uns medicamentos [aos doentes], mas que só podem ser comprados na sua clínica. Outros não aparecem para trabalhar, porque têm uma clínica”, afirmou Xanana Gusmão.
O Governo timorense aprovou na quarta-feira uma resolução que “determina a realização de auditorias e inspeções” sobre o cumprimento do regime de exclusividade dos funcionários públicos.
No mesmo dia, foi também aprovado o regulamento da auditoria interna que “estabelece os princípios e regras aplicáveis à auditoria interna dos serviços e entidades do setor público administrativo”.
Segundo o primeiro-ministro, as auditorias internas vão também permitir acompanhar a execução de projetos financiados pelos Estado em todo o território nacional.
“A partir de 2025 vamos começar as auditorias internas”, disse.
A Semana com Lusa

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