sábado, 03 outubro 2026

Greve dos professores foi bem pensada e docentes responderam à altura - sindicato

A greve dos professores iniciada hoje às 07:00 deverá terminar às 18:00 de sexta-feira, 20.

Em declarações à Inforpress, o sindicalista Jorge Cardoso disse que foi uma greve “muito importante”, tendo-se atingido “de facto” o objectivo face à sua realização. 

“Foi uma greve bem pensada, os professores responderam à altura, tendo alguns optado pela ausência, mas o período de manhã foi bem, aguardamos agora o segundo período”, disse, sem, contudo, falar em percentagens.

Em causa, segundo os sindicatos, o incumprimento dos compromissos assumidos sobre a resolução das pendências, publicação e pagamentos dos subsídios pela não redução da carga horária, a não disponibilidade de negociação para a revisão do estatuto da carreira do pessoal docente, depois do veto presidencial da proposta do decreto-lei que aprova o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) para a classe docente.

“A nível nacional, consideramos que houve uma boa adesão da greve. Temos escolas que aderiram a 100%, professores que se posicionaram, enquanto outros optaram pela ausência”, esclareceu o sindicalista, analisando que não fosse o “medo de retaliação e intimidação” a adesão poderia ser maior, dando-se, entretanto, por satisfeito com a movimentação grevista deste primeiro dia.

“Nós temos um ministério [da Educação] cheio de comissários políticos. Alguns professores sentem-se, de uma certa forma, intimidados com a atitude do ministério. Se o Governo continuar desta forma, a insultar e a não respeitar os professores, iremos preparar para fazer o congelamento geral de notas. Será o último recurso a ser utilizado pela classe docente. E a responsabilidade é do Governo”, avisou.

Perante a questão dos descontos nos salários que, em certa medida, penalizam as pessoas em situação de greve, Jorge Cardoso disse que a greve é um sacrifício, o último recurso utilizado pelos trabalhadores para se atingir os objectivos.

“Em toda parte. Porque, para se atingir os objectivos tem que haver sacrifício. Caso contrário, não teríamos um país hoje independente, não teríamos hoje um país com democracia instalada. A luta é assim”, ilustrou o sindicalista.

Avançou, para terminar, que no Dia Internacional dos Professores, 05 de Outubro, os sindicatos vão promover uma manifestação geral a nível do país, pelo que encoraja os professores a não se sentirem intimidados.

“Porque a razão está do nosso lado. Continuaremos a dar cartão vermelho a esse Governo radical, prepotente, que está a marimbar na classe docente. Os sindicatos e os professores terão, também, de ser radicais”, completou.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
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