sábado, 03 outubro 2026

Angola recebeu 1,4 milhões de doses da vacina contra o cancro do colo do útero

Em declarações à imprensa, a ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutukuta, referiu que é a primeira vez que Angola introduz no setor público a vacina CECOLIN, fabricada pelo laboratório da INOVAX e pré-qualificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como altamente eficaz e segura.

Sílvia Lutukuta avançou que em novembro vai iniciar uma forte campanha de vacinação, em estreita colaboração com o Ministério da Educação, frisando que Angola tem uma população de cerca de 2,1 milhões de crianças às quais precisa de administrar essa vacina.

A titular da pasta da Saúde assegurou que este é o primeiro lote de um total de 2,2 milhões de doses que Angola vai receber.

“Como sempre nós temos que nos antecipar, trabalhar na prevenção, porque o cancro do colo do útero, é o segundo cancro no nosso seio nas mulheres, em primeiro lugar temos o cancro da mama (…) e todos os anos temos mais de 300 casos diagnosticados e que, infelizmente, chegam tarde às nossas instituições e que tem sido causa de luto e dor no seio das nossas famílias e sobretudo em mulheres jovens”, referiu.

A governante angolana realçou que em novembro, durante sete dias, será realizada uma campanha maciça em mais de 1.500 escolas e depois chegar às crianças que estão fora do sistema de ensino.

De acordo com Sílvia Lutukuta, a partir de 2025 esta vacina vai fazer parte do calendário nacional de vacinação.

Dados do Instituto Angolano de Controlo do Cancro indicam que em Angola, só em 2022, foram tratados 915 casos de cancro do colo do útero, cerca de 1,7% de todos os casos de cancro, estimando as autoridades que a incidência real de casos deste tipo de cancro no país é provavelmente ainda maior devido às limitações de diangóstico.

Sílvia Lutukua apelou às famílias angolanas e às Igrejas, para a sua mobilização “contra este grande mal”, destacando que “a vacina é segura, salva-vidas, e muito eficaz, é de toma única e está muito bem estudada, não tem efeitos colaterais”.

“Temos uma população alvo, a nível mundial, que já fez esta vacina, são milhões e milhões de pessoas que já fizeram esta vacina sem efeitos colaterais, então traga a sua menina dos nove aos 12 anos, autorize que seja vacinada na escola, porque esta vacina de facto salva-vidas”, aconselhou.

Por sua vez, a ministra da Educação de Angola, Luísa Grilo, disse que o departamento trata da saúde escolar, contempla as vacinas e outras atividades com o Ministério da Saúde.

“Mobilizar os professores não é muito complicado e os alunos estão na escola, cada professor é mobilizador do seu grupo-alvo, portanto, não é muito complicado nós fazermos isso”, disse.

Luísa Grilo disse que o trabalho de sensibilização vai começar pelas comissões de pais e encarregados de educação das escolas, passando depois para assembleias de turma com os próprios alunos, mostrando as vantagens de apanhar a vacina contra o cancro do colo do útero.

A Semana com Lusa

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
27 dias atrás 8 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
29 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport