sábado, 03 outubro 2026

Sociólogo diz que “legado de Amílcar Cabral continua vivo, porque ele é imortal”

“Na história da humanidade existem pessoas que a gente enterra e existem aquelas outras que a gente semeia. Amílcar Cabral seguramente é daquelas pessoas que nós semeamos, ou seja, o legado dele ainda permanece até hoje volvidos 100 anos do seu nascimento e 50 anos da sua morte”, considerou o também activista social.

Em declarações à Inforpress a propósito do centenário de nascimento de Amílcar Cabral, que se completa nesta quinta-feira, 12, Henrique Varela, que tem falado nas suas palestras sobre este líder africano, lamentou o facto de alguns não se reverem no seu legado e ideias.

“Os ideias de Cabral continuam vivos, então Cabral é imortal. O ser humano tem três dimensões: uma vida, uma missão e um legado, e Amílcar Cabral com a sua vida assumiu uma missão e deixou um legado que passa de geração em geração”, insistiu o professor da disciplina de Sociologia no Liceu Amílcar Cabral de Assomada, Santa Catarina (Santiago).

Não obstante, Cabral ser “imortal” e o seu legado permanecer vivo até à data de hoje, defendeu que falta colocar em prática os pensamentos, desse “grande homem”, que segundo ele, se considerava “um simples africano que queria saldar a sua dívida com o seu povo, vivendo a sua época”.

Na sua opinião, tendo em conta que há gente que fala da geração Cabral, é chegado o momento de cada um que se assume como “cabralista” saldar a sua dívida hoje cumprindo a sua missão, assim como fez Cabral, que passa pela disseminação do seu legado e pensamento.

Por outro lado, tomando a educação como exemplo de legado deixado por Cabral, instou os estudantes, sobretudo os do Liceu Amílcar Cabral que ostenta o seu nome, a serem “alunos brilhantes e de referência” como ele foi.

Durante a entrevista, o sociólogo, que lembrou dos feitos de Amílcar Cabral, considerou grave não se rever no legado e no pensamento de Cabral, que é considerado “uma das referências do século XX”.

 “Amílcar Cabral era um engenheiro agrónomo de referência e hoje cada um na sua missão e no seu ramo tem de ser referência também. Ele pegou em armas e lutou com armas, a arma de hoje é outra, é o conhecimento, é o livro e é a pesquisa. É isso que esta juventude precisa agarrar para transformar esta sociedade de hoje”, finalizou Henrique Varela.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

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