domingo, 04 outubro 2026

Índia é o país que mais compra a Moçambique com mais de 300 ME em três meses

De acordo com dados de um relatório sobre o comércio externo do primeiro trimestre de 2024, do Banco de Moçambique e ao qual a Lusa teve hoje acesso, a Índia comprou essencialmente gás natural e carvão mineral, os dois principais produtos de exportação moçambicana, mas também legumes secos e castanha de caju.

A África do Sul, com 16,9% do total das exportações, avaliadas em 298,5 milhões de dólares (273,2 milhões de euros), aumentou ligeiramente o peso das compras a Moçambique – 16,3% no mesmo período de 2023 -, “com destaque” para energia elétrica, gás natural, carvão e banana, refere o relatório.

Já a Coreia do Sul, com um peso de 11,4% do total, foi o terceiro país que mais comprou a Moçambique de janeiro a março, no valor de 202 milhões de dólares (185 milhões de euros), “um incremento de mais de 100% em relação ao mesmo período de 2023”, essencialmente de carvão e gás natural.

A China aumentou as compras a Moçambique neste período, em termos homólogos, em 79,1%, chegando a 197 milhões de euros (180,3 milhões de euros) em três meses, equivalente a uma quota de 11,2%, sobretudo gás natural, areias pesadas, areias naturais e carvão.

No primeiro trimestre de 2024, o total das exportações de Moçambique ascenderam a 1.764 milhões de dólares (1.615 milhões de euros), um ligeiro aumento de 53 milhões de dólares (48,5 milhões de euros) em relação a mesmo período de 2023.

No sentido contrário, a África do Sul foi novamente o país que mais vendeu a Moçambique no primeiro trimestre, no valor de 481 milhões de dólares (440,2 milhões de euros) – 23,2% do total das importações -, sobretudo energia elétrica, automóveis para transporte de mercadorias, milho, aparelhos elétricos e barras de ferro.

Com um peso de 17,9%, a China viu as vendas a Moçambique crescerem 21,4% em termos homólogos, para o equivalente a 361,3 milhões de dólares (330,7 milhões de euros), fornecendo neste período sobretudo tratores, navios e barcos para transporte, pesticidas, sementes e frutos, e materiais agrícolas.

Os Emirados Árabes Unidos venderam 8,1% das importações feitas por Moçambique nos primeiros três meses, registando uma redução homóloga de 37,9%, para 163 milhões de dólares (149,2 milhões de euros), sobretudo combustíveis, materiais agrícolas, soja e óleos, enquanto a Índia vendeu 150,7 milhões de dólares (138 milhões de euros) - menos 1,9% face a 2023 -, essencialmente combustíveis, arroz e medicamentos.

Nos primeiros três meses de 2024, indica o relatório do banco central, “a fatura de importação de bens reduziu em 2,5%”, para 2.020 milhões de dólares (1.849 milhões de euros).

A Semana com Lusa

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
27 dias atrás 13 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
29 dias atrás 5 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport