Através das “Férias Protegidas”, o ICCA pretende intensificar a sensibilização contra a violência sexual nas comunidades, nomeadamente porta-a-porta, através de rodas de conversa, carros de som e encontro com confissões religiosas, crianças e adolescentes, segundo a delegada na ilha do Maio, Síntia Freire.
O objectivo deste evento de sensibilização, continuou a mesma fonte, é aproximar as pessoas da temática da violência sexual, transmitindo informações e capacitando-as para prevenir esses tipos de crime.
“Os sinais de alerta estão presentes e a partir do momento que passamos a entender esses sinais somos capazes de prevenir de imediato, por isso é muito importante sensibilizar toda a população”, concretizou a mesma fonte.
Síntia Freire avançou que na ilha do Maio há poucos registos de casos de abuso sexual de menores, o que desperta “alguma preocupação” do ICCA, já que, como disse, ainda há omissão de denúncias por parte da comunidade e das famílias.
“Muitas vezes, pelo facto de as pessoas não conhecerem os tipos de violência sexual faz com que normalizem a situação. Queremos com essas iniciativas sensibilizar para retirar o tabu que existe em algumas famílias e incentivar denuncias”, avançou à Inforpress.
A Campanha Proteja foi lançada oficialmente no mês de Maio e, desde então, segundo o coordenador do Plano de Acção Nacional de Prevenção e Combate Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Nilson Mendes, os casos de violência sexual tem diminuído.
Em todo o país, desde Janeiro até esta data, o ICCA já registou 84 casos de denúncia de agressão sexual contra crianças e adolescentes.
A Semana com Inforpress

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