quarta-feira, 30 setembro 2026

Siacsa diz que agentes prisionais recém-formados foram pressionados a assinar contratos

Em conferência de imprensa, o presidente do Siacsa, Gilberto Lima, afirmou que os agentes prisionais estão a passar por uma “situação de injúria e precariedade laboral”, após terem assinado o contrato de trabalho, que lhes obriga a passar por mais um estágio probatório de 12 meses.

Aquele representante sindical fez saber que os agentes prisionais recém-formados, só assinaram aquele contrato de trabalho por que foram “pressionados e coagidos” por parte do Ministério da Justiça, que também lhes ameaçou com exclusão da lista dos 50 agentes caso não assinassem o contrato.

Conforme avançou Gilberto Lima, não houve nenhuma alteração dos pontos em divergência entre a tutela da Justiça e os recém-formados agentes prisionais, aliás frisou que houve sim, inclusão de alguns direitos que estavam subentendidos no contrato anterior.

Explicou que este contrato só produz efeitos após a sua publicação no Boletim Oficial, mas o Ministério da Justiça fez uma convocatória para um encontro com os recém-formados às 08 horas da manhã desta sexta-feira, salientando que alguns agentes foram obrigados a permanecer nos seus postos de trabalho desde ontem.

“Uma espécie de injúria e falta de respeito”, considerou Gilberto Lima, para quem estes trabalhadores não queriam assinar este tipo de contrato que lhes prejudica, sublinhando que, o Ministério da Justiça ameaçou que poderia avançar com a lista dos 49, que chamam de agentes de reserva.

“Ou então fizeram, por causa de dinheiro, que tanto precisam”, notou frisando que com esta atitude o Ministério da Justiça colocou os agentes na situação de precariedade laboral, por isso prometeu recorrer às instâncias superiores para manifestar aquilo que considera ser feito às pressas e mal conduzido.

Alegou que este processo já deveria estar concluído, no entanto ainda nem se iniciou, uma vez que ainda não foi publicado e os agentes prisionais recém-formados vão ter de iniciar os seus estágios probatórios formações, algo que já foi feito após terem concluído a formação profissional mais a formação específica.

Defendeu por outro lado, que os agentes prisionais recém-formados têm direito à posse de uma arma de defesa pessoal porque o país está viver momentos de aumento de criminalidade, por isso prometeu que vão continuar atentos aos direitos e interesses dos agentes e quiçá às eventuais represálias que possam surgir.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
  Filomena foi uma jornalista de gabarito, dotada de um...
José Rodrigues
José Rodrigues
07 Sep. 2026
Cabo Verde na Vanguarda da Nova Economia:...
A indicação do líder da operadora concessionária deve basear-se...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
A cultura do ódio trazida para a vida pública...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...
Relevar dignidade deste país é fazer com que o...
Tony Miranda
Tony Miranda
21 Aug. 2026
A Inflação do Prestígio: Como a Obsessão...
Esta inflação sistémica de títulos está longe de ser...
Péricles Tavares
Péricles Tavares
03 Aug. 2026
Editorial Analítico — A Década de Conflito...
A política cabo-verdiana viveu, nos últimos dez anos, uma...

Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 17 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
27 dias atrás 16 horas atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...