domingo, 04 outubro 2026

Ministério da Justiça formaliza interesse em realizar e finalizar concurso de recrutamentos dos novos agentes prisionais

Joana Rosa falava à imprensa na reunião das Comissões de Combate e Prevenção à Violência e Comissão do Combate ao Crime Organizado realizada na manhã de hoje, na cidade da Praia, garantindo que não há salário precário uma vez que o quadro legal garante que após o procedimento concursal há um período de formação de seis meses.

Segundo a mesma fonte, terminando o período de formação, em princípio os formandos deveriam entrar num estágio, realçando que no período de formação a lei confere um subsídio de 21 mil escudos e para período de estágio uma remuneração subsídio de 80 por cento (%).

Conforme explicou, inicialmente o plano era recrutar 50 agentes prisionais, pelo que foi feita toda a montagem de logística, espaço para formação e também para albergar os agentes provenientes de outras ilhas.

Joana Rosa disse que houve todo o processo e que deveria ser apresentado um relatório circunstanciado de todos os formadores no final e que houve um atraso.

“Porque com a alteração a nível da direcção-geral, o novo director, porque o director geral até então saiu para outros compromissos e tivemos de tentar localizar estes formadores, pedir relatórios, actas dos vários encontros e sessões e nós então temos que entrar agora na fase de estágio”, esclareceu, evidenciando que a fase do estágio não foi realizada por causa da alteração do número de 50 para 100 agentes.

Segundo a ministra, são oito fases e em cada um os processos são submetidos à homologação do Ministério da Administração Pública.

“Houve este atraso sim, mas assinamos um acordo com o sindicato em até 30 de Junho a situação estaria regularizada e foi o que nós fizemos. Nós fizemos tudo para que o relatório pudesse ter sido homologado, para que a partir do dia 30 os contratos para início de estágio pudessem estar disponíveis nas cadeias”, reiterou.

Joana Rosa realçou que há sindicatos a exigir o início do período de estágio após o término da formação, ressaltando que há um regulamento que deve ser seguido aliado ao consenso entre outras instituições.

“É do interesse do Ministério da Justiça, convém que fique claro, realização e finalização do concurso, como sabem temos números insuficientes de agentes de segurança prisional nos nossos estabelecimentos prisionais, razão pelo qual alargamos o número de recrutamento”, lembrou, avançando que os formados só vão adquirir estatuto de agentes mediante nomeação e aprovação do estágio probatório.

“Houve atrasos que não são só da culpa do Ministério, mas também de outras entidades, vamos tudo fazer para que esses agentes possam iniciar o estágio probatório, são 12 meses, as exigências são diferentes da fase de formação, depois haverá um acompanhamento e avaliação final para o recrutamento e nomeação desses agentes” concluiu.

O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (Siacsa) denunciou na sexta-feira, 12, alegadas irregularidades da parte do Ministério da Justiça, quanto aos estágios probatórios e contratos ilegais com os recém-formados agentes prisionais.

São 99 agentes prisionais que, como explicou Gilberto Lima, já realizaram o estágio probatório de sete meses e agora estão sendo obrigados a efectuar esse mesmo estágio por mais um ano.

Caso o Ministério da Justiça não regularize as pendências, “uma reivindicação justa”, segundo o presidente do Siacsa, os agentes prisionais vão partir para greve.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
27 dias atrás 18 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
29 dias atrás 10 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport