O deputado da União Caboverdiana Independente e Democrática falava no Parlamento, no debate com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, sobre a política interna e externa do arquipélago,
“Nós estamos num mundo actual que é extremamente conturbado, um mundo de guerra, um mundo em que as acções preocupam os mais pequenos e nós somos um Estado pequeno”, lembrou o deputado.
Para o deputado, Cabo Verde é um Estado “altamente vulnerável” e, consequentemente, deve se organizar internamente para que as questões de defesa nacional sejam definidas.
“Cabo Verde deve procurar ter uma postura a nível internacional de tranquilidade, de conversa com todos os países por este mundo fora, mas ao mesmo tempo, criar as condições internas para que possamos, quando chamados, estar à altura dos desafios”, concretizou
O ex-líder da UCID sublinhou que é preciso pensar “fortemente na resiliência nacional” e na criação de recursos e das capacidades que possam ajudar o país a estar devidamente preparado.
Aconselhou a pensar que “Cabo Verde, enquanto um país com grande zona económica exclusiva, deve ter as ferramentas para que, quando solicitado, possa se defender”, reconhecendo que neste sentido ainda há “um longo caminho pela frente”.
Daí que o deputado disse esperar que durante o debate, o Governo considere todos os "inputs que forem dados pelos sujeitos parlamentares e principalmente pela oposição”, para que conjuntamente possam criar um plano que dê garantia a todos os caboverdianos.
A Semana com Inforpress

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