sexta-feira, 02 outubro 2026

São Lourenço dos Órgãos: Trabalhadores do INIDA em greve por aumento salarial

Francisco Cardoso, vice-presidente do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (Siscap) disse à Inforpress que, após a mediação por parte da Direcção-geral do Trabalho, os trabalhadores mantiveram a greve de três dias, porque a presidente do INIDA não apresentou nenhuma proposta salarial.

“A razão dessa greve de três dias deve-se à demagogia documental no processo de implementação e publicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)/Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) e do Estatuto do Pessoal do INIDA que têm a ver com o aumento salarial”, justificou o sindicalista.

Assim como a maioria das instituições públicas já implementaram o PCFR com o incremento de dois mil escudos, Francisco Cardoso exortou o Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) a cumprir a lei e a dialogar com o sindicato.

É que, segundo ele, este silêncio da presidente da instituição e do MAA, enquanto tutela, é um “total desrespeito” para com os trabalhadores, o sindicato, e para com os cidadãos de um país democrático.

Por outro lado, lamentou o facto de a presidente do INIDA ter dito que entregou os documentos na Direcção Nacional de Administração Pública (DNAP) para a actualização do PCFR, mas, nunca mostrou os comprovativos ao sindicato.

“Classificamos de demagogia documental, demagogia institucional e demagogia laboral, porque, se a senhora presidente do INIDA entregou os documentos na DNAP deveria ter um comprovativo dessa entrega, porque assim dita os procedimentos administrativos”, observou.

Na ocasião, o sindicalista não descartou a hipótese de uma nova forma de luta, mas, no entanto, sinalizou que a decisão vai ser tomada no final da greve num encontro com os trabalhadores para fazer o balanço da mesma.

Hoje os trabalhadores vão concentrar-se durante todo o dia à frente da sede do INIDA, em São Jorge, no município de São Lourenço dos Órgãos.

Os trabalhadores presentes na greve, que se iniciou por volta das 08:00, empunhavam cartazes onde se liam: “assumam o compromisso”, “não à violação dos direitos fundamentais dos trabalhadores do INIDA”, “sem perseguição, queremos o nosso dinheiro”, “abaixo escravatura moderna”, “Sr. primeiro-ministro onde está a vossa solução? Queremos solução”.

E ainda “trabalhadores do MAA, com mais de 30 anos de discriminação”, “respeitem trabalhadores, respeitem a Constituição de Cabo Verde”, “Onde está o nosso PCCS?”, e “INIDA com 44 anos de existência não conseguiu criar um PCCS”.

No segundo dia da greve vão concentrar-se durante todo o dia em frente do MAA no Platô, Cidade da Praia, sendo que às 11:00 vão realizar um desfile dos trabalhadores até à Assembleia Nacional, Presidência da República e Palácio do Governo.

No terceiro e último dia da greve os trabalhadores vão concentrar-se durante todo o dia em frente da Delegação do INIDA em São Domingos.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
26 dias atrás 1 horas atrás

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27 dias atrás 17 horas atrás

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joão do rosário
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