domingo, 04 outubro 2026

Leilão de rubis moçambicanos rendeu mais de 64 ME

O último leilão de rubis extraídos pela MRM em Cabo Delgado, norte de Moçambique, rendeu 68,7 milhões de dólares (64,3 milhões de euros), totalizando receitas em dez anos de 1.120 milhões de dólares (1.048 milhões de euros).

De acordo com informação divulgada hoje pela Gemfields, que detém 75% da mina moçambicana, o último leilão de rubis de qualidade mista decorreu de 03 a 18 de junho e dos 97 lotes, compreendendo 217.044 quilates, colocados à venda em Banguecoque, foram vendidos 94.

“Este leilão assinala o 10.º aniversário desde o primeiro leilão de rubis da Montepuez Ruby Mine [MRM], em Moçambique, realizado pela Gemfields em junho de 2014. Temos o prazer de anunciar mais um forte resultado, demonstrando a confiança que os clientes fiéis têm na nossa oferta de produtos e plataforma de leilões”, afirmou o diretor executivo de produção e vendas da Gemfields, Adrian Banks, citado na mesma informação.

“Embora os resultados dos leilões não devam ser diretamente comparados, a nossa equipa orgulha-se de ter ultrapassado o marco de um preço médio de venda de 300 dólares [281 euros] por quilate neste leilão”, acrescentou.

Desde junho de 2014, segundo a Gemfields, foram realizados 22 leilões de pedras preciosas da MRM, que geraram uma receita total de 1.120 milhões de dólares.

“Embora a indústria esteja atualmente a enfrentar alguns ventos contrários decorrentes, em parte, de um abrandamento na China, esperamos que este resultado proporcione um bom conforto a outras partes interessadas no nosso setor”, acrescentou Adrian Banks.

Os rubis brutos foram extraídos pela Montepuez Ruby Mining Limitada, detida a 75% pela Gemfields e 25% pela moçambicana Mwiriti Limitada, e as receitas deste último leilão “serão integralmente repatriadas para a MRM, em Moçambique, sendo todos os 'royalties' devidos ao Governo da República de Moçambique pagos sobre o preço total de venda alcançado no leilão”, refere a empresa.

A MRM é uma empresa moçambicana que opera no depósito de rubis de Montepuez, localizado no nordeste de Moçambique, na província de Cabo Delgado, abrangendo aproximadamente 33.600 hectares.

“Acredita-se que seja o depósito de rubis mais significativo recentemente descoberto no mundo”, refere uma informação anterior da empresa, que garante ter criado localmente mais de 1.500 postos de trabalho, 95% dos quais para moçambicanos, sendo 65% oriundos de Cabo Delgado.

A produção de rubis em Moçambique caiu 55% no primeiro trimestre, em termos homólogos, para 252,6 mil quilates, devido a problemas na maior mina nacional, segundo dados da execução orçamental noticiados em maio pela Lusa.

“Apresenta um baixo desempenho, situado em 8% em relação ao plano anual e um decréscimo da produção na ordem de 55% em relação ao período homólogo”, lê-se no relatório de execução orçamental de janeiro a março, do Ministério da Economia e Finanças.

A produção global de rubis em Moçambique já tinha recuado no ano de 2023, para 2,7 milhões de quilates, contra 4,2 milhões de quilates em 2022 e cinco milhões de quilates em 2021.

Nos primeiros três meses de 2024, a produção recuou para 252.665 quilates de rubis, contra 567.463 quilates no mesmo período de 2023.

“Este resultado deveu-se em grande medida aos baixos níveis de produção da maior produtora deste mineral, associando a avaria no equipamento produtivo e aos ataques ocorridos à sua mina nos últimos tempos”, lê-se no relatório.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
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