quarta-feira, 30 setembro 2026

Escola Básica de Achada Mato assinala o Dia da Criança Africana com uma série de actividades culturais

O dia foi marcado por momentos de desfile dos alunos com trajes representativos de África, declamação de poesia, dança, e marcha com a exibição das bandeiras de alguns dos países do continente, visando a divulgação da actividade cultural africana.

A responsável da Escola Básica do Agrupamento VII de Achada Mato, Izilena Furtado, que enalteceu a parceria dos pais e encarregados de educação nestas actividades num domingo de manhã, disse à imprensa que se pretende com este evento incutir nos educandos os valores da África, das suas gentes e do modo da sua vivência.

Nesta linha afiançou que a celebração desta efeméride completa um outro marco, já que 21 de Maio nesta comunidade estudantil foi materializada uma palestra, realizada em conjunto com a Alta Autoridade para a Imigração, que serviu para fazer com que as crianças entendessem a diversidade cultural africana.

“Tendo em conta que a nossa comunidade estudantil, assim como os nossos bairros, contam com muitos imigrantes, estamos a educar aos nossos alunos no sentido de se evitar quaisquer formas “bullyng” junto dos educandos de origem estrangeiras, já que a escola conta com 32 alunos cujos pais são estrangeiros, provenientes da costa africana”, explicou Furtado.

O momento foi ainda aproveitado pelo jovem sociólogo Michel Carvalho, um quadro recém-formado desta comunidade, se inteirar  com os presentes temas relacionados com a diversidade cultural africana, ao mesmo tempo que transmitiu uma mensagem de paz, amizade, amor e carinho, bem como protecção total às crianças, independente das suas origens e classes.

A população escolar da Escola Básica Achada Mato, segundo a sua responsável, é constituída por 435 alunos do primeiro ao sexto ano, das localidades limítrofes de Achada Mato, Jamaica, Água Fundo, Castelão e Achada Limpo, num universo de oito salas, envolvendo 19 professores.

O Dia da Criança Africana, comemorado no dia 16 de Junho, foi instituído após o massacre do Soweto, em Joanesburgo, na África do Sul, em 1976, que causou semanas de motins, com centenas de mortos, sobretudo crianças e adolescentes, fruto de um protesto de milhares de estudantes contra a fraca qualidade de ensino e contra o ensino da língua “Afrikaans” em que estes acabaram por ser alvo de repressão policial.

Embora a data exista em memória deste acontecimento, também deve ser vista como um momento de conscientização, já que a criança africana ainda é vítima de violações de direitos.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
  Filomena foi uma jornalista de gabarito, dotada de um...
José Rodrigues
José Rodrigues
07 Sep. 2026
Cabo Verde na Vanguarda da Nova Economia:...
A indicação do líder da operadora concessionária deve basear-se...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
A cultura do ódio trazida para a vida pública...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...
Relevar dignidade deste país é fazer com que o...
Tony Miranda
Tony Miranda
21 Aug. 2026
A Inflação do Prestígio: Como a Obsessão...
Esta inflação sistémica de títulos está longe de ser...
Péricles Tavares
Péricles Tavares
03 Aug. 2026
Editorial Analítico — A Década de Conflito...
A política cabo-verdiana viveu, nos últimos dez anos, uma...

Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 17 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
27 dias atrás 16 horas atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...