domingo, 04 outubro 2026

Portugal: Candidaturas ao Prémio Revelação Literária UCCLA-CML abertas até Dezembro

O anúncio foi feito na noite desta sexta-feira, 07, durante o lançamento do livro “Cantagalo”, vencedor da 9ª edição do prémio Revelação Literário UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa, da brasileira Fernanda Teixeira Ribeiro, que aconteceu na Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII, que decorre de 29 de Maio a 16 de Junho.

“A parir de agora encontram-se abertas as candidaturas ao prémio 2024-2025, até Dezembro de 2024”, afirmou Vítor Ramalho, tendo frisado que o livro “Cantagalo”, é uma obra que vai “marcar mais uma vez aquilo que é a UCCLA, ou seja, a língua portuguesa”.

A apresentação do livro foi feita por António Carlos Cortez e contou com a presença da autora Fernanda Teixeira Ribeiro, residente em São Paulo, a primeira mulher a vencer esse galardão, facto destacado pela própria, que também sublinhou o papel da língua portuguesa na união dos povos.

Esta edição teve também duas menções honrosas, sendo uma para a poesia “Chão de Saibro” do brasileiro Frederico da Cruz Vieira de Sousa, e ao romance “A Sintaxe da Guerra” do angolano de Joaquim Njungo Jeremias.

Na nona edição, foram recebidas 168 candidaturas oriundas de 15 países, nomeadamente dos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP), incluindo Cabo Verde com 11 candidaturas, Portugal, Senegal, Timor-Leste, Brasil, Alemanha, Polónia, Holanda, Reino Unido, Suíça e Israel.

Dos jurados, fizeram parte Germano Almeida (Cabo Verde), Domício Proença (Brasil) Hélder Simbad (Angola), Inocência Mata (São Tomé e Príncipe), José Pires Laranjeira (Portugal), Luís Carlos Patraquim (Moçambique), Luís Costa (Timor-Leste), Tony Tcheka (Guiné-Bissau), Yao Jing Ming (Macau), Rui Lourido (representante da UCCLA) e João Pinto de Sousa (representante do Movimento 800 Anos de Língua Portuguesa).

Os vencedores da 8ª edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CML foram o brasileiro André Bueno com a obra “Sentido Litoral” e o português Leonel Barbosa com a obra “Breviário de Medo e Malícia”.

Na 7ª edição foram o brasileiro Alexandre Siloto Assine com o texto de poesia “Caligrafia”, e o português Ricardo Manuel Ferreira de Almeida com o romance “Três dias em Fevereiro”.

Quanto às obras vencedoras, em 2021 foi “O Sonho de Amadeu”, do brasileiro Leonardo Costa Oliveira, em 2020, “O Heterónimo de Pedra”, do português Henrique Reinaldo Castanheira, e em 2019, “Praças”, do português natural de Angola António Pedro Serrano de Sousa Correia.

Em 2018, “Equilíbrio Distante”, de Óscar Maldonado, de nacionalidade paraguaia, a residir em São Paulo, no Brasil, em 2017, “Diário de Cão” de Thiago Rodrigues Braga, de nacionalidade brasileira, natural de Corumbá, Goiás, Brasil, e em 2016, “Era uma vez um Homem” de João Nuno Azambuja, de nacionalidade portuguesa são outras das obras galardoadas com este prémio.

O prémio, criado em 2015, é uma iniciativa da UCCLA em conjunto com o Movimento 800 anos da Língua Portuguesa, e em 2020 estabeleceu parcerias com a editora Guerra e Paz, que passará a responsabilizar‐se pela edição da obra premiada e a Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito do Festival Literário de Lisboa ‐ 5L.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
28 dias atrás

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jcf
29 dias atrás 16 horas atrás

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joão do rosário

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