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Segundo adiantou à Inforpress o coordenador do Movimento Federalista Pan-Africano (MFPA) em Cabo Verde, Ivan Moniz, a grande marcha pela África é uma manifestação cultural que pretende também celebrar o centenário de Amílcar Cabral, assinalado em Setembro deste ano e o 61º aniversário da União Africana.
Explicou que o Movimento Federalista Pan-Africano (MFPA) surgiu em Dakar, Senegal, em 2015 por um grupo de africanos, e está em Cabo Verde desde 2016 e tem feito um trabalho de mobilização e conscientização junto da população cabo-verdiana.
"Desde 2016 temos vindo a trabalhar no sentido de criar consciência sobre unidade africana, porque existe ainda uma dúvida em relação à nossa identidade africana", apontou o coordenador que disse estar ciente de que não é um trabalho fácil sendo que tudo leva o seu tempo.
Para Ivan Moniz, é urgente libertar-se da realidade actual, sendo que o continente está a ser novamente alvo de exploração.
Adiantou que a marcha foi liderada pelo Bloco Afro Abel Djassi, e contou com a parceria da Fundação Amílcar Cabral e participação de diversos outros grupos e associações, incluindo representações das diferentes comunidades africanas radicadas em Cabo Verde.
Aquele coordenador acrescentou ainda que durante o mês de Maio foram realizadas várias actividades como palestras nas escolas, sobre a “Unidade africana. Que caminhos?”, “Nos língua, nos sensia, nos sabidésa”, “Importância da participação de mulheres na luta pela unidade africana”, “O papel da escola piloto na luta pela libertação”.
Consta ainda do programa, a realização de uma conferência sobre "A questão da unidade africana num mundo em transformação”, um seminário online sobre “Cabral e a questão do Suicídio de Classe: Reflexões sobre o papel das elites nacionais na África contemporânea”.
Em 1972, a Organização das Nações Unidas estabeleceu o dia 25 de Maio como o Dia de África ou o Dia da Libertação da África.
Este dia recorda a luta pela independência do Continente Africano, contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.
A data é celebrada em vários países de África, um continente com maior número de países, etnias, povos e línguas e adversidades culturais.
A África apresenta 30.230.000 km² de extensão territorial, distribuídos em 54 países, sendo a Nigéria o mais populoso.
A Semana com Inforpress
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