domingo, 04 outubro 2026

Governo garante “legalidade e transparência" em ajuste directo na contratação pública

Em comunicado de imprensa, o Executivo assegura que tem dotado o país de instrumentos e mecanismos fortes, para além da publicação mensal de todas as alterações orçamentais no portal do Ministério das Finanças.

De entre os mecanismos, destacou a criação da Plataforma Electrónica da Contratação Pública (E-compras), a nova Lei de Base do Orçamento do Estado, a nova Lei do Tribunal de Contas, a nova lei da Gestão da Dívida Pública e da Emissão de Avales e Garantia e o acesso ao Sistema Integrado de Gestão Orçamental e Financeira (SIGOF) pelo Tribunal de Contas.

Deste modo, o Governo classificou de “infundadas e não verdadeiras” as acusações do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV –oposição) proferidas na sequência dos últimos relatórios publicados pela Autoridade Reguladora das Aquisições Pública (ARAP).

O maior partido da oposição, na voz do seu secretário-geral, Julião Varela, criticou o “uso exagerado” do ajuste directo na contratação pública e pediu ao Governo “mais transparência” aquando do aumento da contratação pública.

“Aquele partido faz uma leitura enviesada dos dados com o único propósito de atingir a imagem deste Executivo”, lê-se no documento enviado à Inforpress.

Neste sentido, o Governo esclareceu que a concessão do serviço público de transportes marítimos interilhas não foi feita por ajuste directo, mas sim através de um concurso público internacional, ganho por uma empresa portuguesa que juntamente com operadores nacionais constituíram a Cabo Verde Interilhas.

No caso da privatização da Electra, “feita nos anos 90”, clarificou que se  optou pelo consórcio AdP/EDP (Águas de Portugal e Electricidade de Portugal), num processo “totalmente transparente”.

“No que concerne à concessão dos Serviços nos Aeroportos e Aeródromos do País foi realizado com base em caderno de encargos, elaborado por especialistas de renome internacional, e a empresa concessionária é uma das maiores referências no mercado mundial em matéria de gestão de aeroportos”, acrescentou.

“Estamos a cumprir à risca o código da Contratação Pública aprovado em 2015 (…) pelo que aconselhamos o PAICV a ler o Código de Contratação Pública, que elaborou, e ter uma atitude séria e não tentar, por exemplo, desviar a atenção da opinião pública”, concluiu.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
28 dias atrás 3 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
29 dias atrás 20 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
1 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport