domingo, 04 outubro 2026

Presidente da República de Portugal enaltece a democracia cabo-verdiana

Marcelo Rebelo de Sousa fez essas declarações à imprensa no final da sua visita ao Presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia. Durante o encontro, foram discutidos assuntos relacionados com a cooperação e a vida política entre os dois países.

“Um encontro que foi de facto muito importante, porque permitiu, por um lado, saudar o exemplo da democracia cabo-verdiana, que é um exemplo muito citado, muito admirado, e muito louvado a nível mundial, e, por outro lado, o papel fundamental da Assembleia Nacional que é a casa da democracia”, declarou o chefe de Estado português.

Conforme enfatizou Marcelo Rebelo de Sousa, não há uma democracia forte sem um pilar robusto, que é o parlamento. Este pilar traduz a diversidade das perspectivas na sociedade, a livre expressão e o pluralismo do povo.

“Portanto, uma Assembleia Nacional forte e respeitada significa uma democracia igualmente forte e respeitada. Foi isso que vim cumprimentar, saudar e louvar", vincou.

"O Presidente da República de Portugal também destacou as diversas colaborações entre a Assembleia Nacional de Cabo Verde e a Assembleia da República Portuguesa no âmbito da União Interparlamentar, bem como em termos bilaterais que tem sido constante ao longo de muitos anos.

Por seu lado, o presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia, salientou que esta visita traduz a excelência que são as relações entre Cabo Verde e Portugal.

“A vinda do senhor Presidente da República de Portugal à Assembleia Nacional também é símbolo do respeito que tem para a democracia cabo-verdiana, sobretudo pela Assembleia Nacional que é o centro nevrálgico do sistema político em Cabo Verde, o órgão plural, órgão de exercício do contraditório, do dissenso, mas sempre com foco naquilo que é mais importante que é servir o bem comum”, frisou o presidente da Assembleia Nacional.

Austelino Correia reafirmou que Cabo Verde possui uma democracia “robusta”, mas ressaltou que isso não é motivo para se vangloriar. Pelo contrário, disse, isso atribui mais responsabilidade para continuar protegendo e consolidando a democracia cabo-verdiana, sobretudo num momento em que a democracia se encontra em risco em vários países.

“Como se sabe, a democracia está em risco em vários países ao redor do mundo, e Cabo Verde, como um país com uma tradição democrática, precisa proteger e fortalecer sua democracia”, sustentou.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
27 dias atrás 11 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
29 dias atrás 3 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport