quarta-feira, 30 setembro 2026

Surto de cólera atinge 15.637 pessoas em Moçambique com 33 mortos em seis meses

De acordo com o mais recente relatório sobre a progressão da doença, elaborado pelo Ministério da Saúde e com dados de 01 de outubro de 2023, início do atual surto, até 25 de abril de 2024, trata-se de uma taxa de letalidade que se mantém em 0,2%.

Em praticamente um mês (desde 31 de março, data do último balanço), Moçambique registou 925 casos de cólera, que provocaram um morto.

No relatório acrescenta-se que dos 15.637 casos cumulativos notificados em seis meses - até 25 de abril -, 5.269 foram reportados pela província de Nampula, com 12 mortos, seguindo-se 2.873 em Tete, com 10 mortos, e 2.431 em Cabo Delgado, com um morto.

Atualmente há surtos ativos da doença em vários distritos de Nampula, Cabo Delgado, Tete, Zambézia, Sofala, Manica e em Maputo e à data de 25 de abril estavam internados em unidades sanitárias do país 38 doentes com cólera.

Pelo menos 121 pessoas morreram devido a ondas de desinformação sobre o surto de cólera em Moçambique, de acordo com os dados oficiais tornados públicos desde outubro.

A maior parte das vítimas, 98 pessoas, perderam a vida numa só circunstância, quando, em 07 de abril, um barco que saía do posto administrativo de Lungo, no distrito de Mossuril, com destino a Ilha de Moçambique, naufragou, matando 55 crianças, 34 mulheres e nove homens.

De acordo com as autoridades marítimas moçambicanas, a embarcação de pesca, na qual seguiam 130 pessoas, não estava autorizada a transportar passageiros e as pessoas fugiam de um alegado um surto de cólera, com destino à Ilha de Moçambique, tendo o naufrágio acontecido a cerca de 100 metros da costa.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, visitou o posto administrativo de Lunga para confortar as famílias, tendo reconhecido que o naufrágio resulta “da desinformação protagonizada por pessoas com interesses obscuros”.

“Não permitam boatos”, declarou Filipe Nyusi, durante a interação com as famílias das vítimas.

Registos apontam para a existência de mais 23 pessoas que desde outubro de 2023 perderam a vida em resultado de ondas de desinformação em temas ligados à cólera, avançou o comandante-geral da polícia moçambicana, Bernardino Rafael, no dia 17 de janeiro.

Os líderes comunitários e técnicos de saúde, na sua maioria, têm sido mortos e feridos por populares sob alegações de estarem a levar a doença às comunidades.

A Semana com Lusa 

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Comentários

joão do rosário
24 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás 16 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 22 horas atrás

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