sábado, 03 outubro 2026

Confederação europeia defende promoção turística de Macau com outros destinos

"Quando falamos sobre como promover um destino como Macau, vemos que é necessário combiná-lo, por exemplo, com a China continental e com Hong Kong, porque quando as pessoas fazem 12 horas de voo, não vão apenas por alguns dias", disse à Lusa a vice-presidente da Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ECTAA), Heli Mäki-Fränti, que participa na 12.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau (MITE).

A ECTAA escolheu Macau como destino preferido para 2025, e é no território que vai ser organizado para o ano o congresso da confederação.

Trata-se da segunda vez que o encontro se realiza fora da Europa, após Kuala Lumpur, na Malásia, e acontece "por iniciativa" da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), também membro da ECTAA, declarou à Lusa a responsável finlandesa.

Ser apenas a segunda vez é "de grande importância para Macau", assumiu o presidente da APAVT.

"É uma oportunidade muito grande. Sabemos que temos de dar tempo ao tempo, que os mercados emissores europeus têm ainda alguma importância secundária, sobretudo junto da China enquanto destino turístico, mas sabemos também que isto é todo um caminho e estamos a realizá-lo", referiu Pedro Costa Ferreira.

Após a pandemia da covid-19 e a abertura da China, que adotou uma rigorosa política de controlo fronteiriço, o país asiático "está a tornar-se popular novamente", acrescentou Heli Mäki-Fränti.

Porém, referiu a obrigatoriedade dos cidadãos de alguns países, incluindo a Finlândia e Portugal, terem de solicitar visto para entrarem na China "é um obstáculo", principalmente quando se fala em viagens em grupo.

Já o presidente da APAVT, para quem a isenção de vistos é "um facilitador tremendo", que provoca "sempre um aumento e um incremento dos fluxos turísticos", expressou satisfação por o ministro da Economia ter incluído o tema na agenda na recente deslocação a Macau.

O ministro da Economia português, Pedro Reis, disse na segunda-feira que Portugal gostaria de ser englobado no grupo de países beneficiários da isenção de visto para entrar na China e que a vontade já foi comunicada a Pequim.

O Governo chinês alargou em março a política de isenção de vistos para estadias de até 15 dias a seis países europeus — Suíça, Irlanda, Hungria, Áustria, Bélgica e Luxemburgo —, depois de ter inicialmente adotado a medida para Alemanha, Espanha, França, Itália e Países Baixos, no final do ano passado.

A vinda de turistas internacionais insere-se na política de Macau de diversificar a origem dos visitantes no território, na grande maioria provenientes do interior da China.

Em 2019, antes da pandemia, o número de turistas internacionais rondava os três milhões, de um total de quase 40 milhões de entradas, declarou hoje na MITE a diretora dos Serviços de Turismo de Macau em resposta à Lusa.

Ainda de acordo com Helena de Senna Fernandes, em 2023, o número alcançou à volta de 1,5 milhões de visitantes e, este ano, o objetivo delineado é "ir além de dois milhões", sendo que, no primeiro trimestre, entraram na cidade cerca de 580 mil.

A diretora disse ainda que Macau está a procurar intensificar a colaboração com "diferentes companhias aéreas internacionais" e que a ligação entre Macau e Istambul, na Turquia, que diz estar nos planos do território, pode ajudar a engrossar os números.

No entanto, há que continuar a trabalhar com Hong Kong e "utilizar os recursos da Grande Baía para assim trazer mais visitantes internacionais para Macau".

A Grande Baia é um projeto de Pequim que visa criar uma metrópole mundial a partir de Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, com mais de 86 milhões de habitantes.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
26 dias atrás 12 horas atrás

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jcf
28 dias atrás 5 horas atrás

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joão do rosário
30 dias atrás 11 horas atrás

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