sexta-feira, 02 outubro 2026

China protesta por Alemanha ter detido suspeitos de espionagem a favor de Pequim

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Wenbin, disse numa conferência de imprensa em Pequim que as acusações alemãs eram infundadas.

Wang reiterou a firme oposição da China a qualquer tentativa de difamar o gigante asiático e exigiu que a Alemanha mantenha uma vigilância adequada para evitar prejudicar as relações bilaterais.

“Exigimos que a Alemanha se abstenha de orquestrar campanhas de difamação maliciosas e que pare com qualquer espetáculo político contra a China”, disse.

“Esta é a forma de manter a estabilidade e o desenvolvimento saudável das nossas relações”, acrescentou, citado pela agência espanhola EFE.

A embaixadora alemã em Pequim, Patricia Flor, disse na quinta-feira que tinha sido convocada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, o que descreveu nas redes sociais como “uma boa oportunidade para explicar algumas questões”.

A diplomata disse ter deixado claro que a Alemanha não tolera a espionagem, independentemente do país que estiver em causa.

A polícia alemã deteve três pessoas na segunda-feira, suspeitas de colaborarem com os serviços secretos chineses e de lhes fornecerem dados sobre tecnologia militar.

O principal acusado é um homem de Bad Homburg (centro da Alemanha), que, segundo as autoridades, estava em contacto com uma agência de espionagem chinesa.

O suspeito era ajudado por um casal que possuía uma empresa em Dusseldorf (oeste), através da qual eram estabelecidos contactos com cientistas e investigadores alemães.

De acordo com o Ministério Público alemão, a informação fornecida à parte chinesa está alegadamente relacionada com componentes modernos que podem ser utilizados em motores de navios de guerra.

As acusações são de espionagem para uma potência estrangeira e de violação da lei de exportação.

O Presidente chinês, Xi Jinping, recebeu o chanceler alemão, Olaf Scholz, em Pequim na semana passada e sugeriu-lhe que visse “as relações bilaterais numa perspetiva estratégica e de longo prazo”.

“A China e a Alemanha são a segunda e a terceira maiores economias do mundo, e devem consolidar e desenvolver as suas relações”, disse Xi na ocasião.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
25 dias atrás 22 horas atrás

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joão do rosário
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