"Precisamos de convencer as grandes cadeias internacionais hoteleiras, para tornar o país mais atrativo", disse Agostinho Vuma à Lusa, à margem do Fórum de Negócios Moçambique-Portugal, que decorre hoje à tarde no Centro Cultural de Belém.
"O país mostra-se virgem na exploração turística porque o nível de investimento não respeita os requisitos das marcas internacionais, o que dificulta a ida do turista internacional para Moçambique, porque querem um Ritz, um Hilton, um Intercontinental, e então estamos aqui em Portugal a convencer estas cadeias a entrarem no nosso país, não só nas cidades", disse o líder dos empresários moçambicanos.
Para Agostinho Vuma, a grande extensão de costa deve ser explorada apesar das dificuldades logísticas: "O nosso país tem um litoral de 3 mil quilómetros, temos desafios na infraestrutura, e é por isso que a nossa equação de internacionalização inclui o setor das infraestruturas, para as cadeias hoteleiras poderem entrar em qualquer espaço do nosso território que se revele com potencial turístico", explicou.
Agostinho Vuma lidera uma comitiva de mais de 80 empresários que está desde segunda-feira em Portugal, tendo já visitado empresas do norte, de Sines e de Lisboa,
Questionado sobre se a visita está a ter bons resultados, respondeu: "Fantástico, preenche a nossa expectativa, o objetivo que nos trouxe aqui foi a recuperação das trocas comerciais entre Portugal e Moçambique, porque Portugal ocupou o lugar cimeiro durante mais de dez anos e, com o advento do gás, os investimentos americanos e franceses colocaram a França como maior investidor em Moçambique, e nós queremos ver Portugal a liderar", afirmou o empresário.
No topo da agenda estão "produtos alimentares e comércio em geral, porque do gás o homem não se alimenta", afirmou, referindo-se aos grandes projetos de exploração de gás natural liquefeito que estão em curso no norte de Moçambique e que têm o potencial de colocar este país lusófono africano no pódio dos maiores exportadores mundiais de gás.
"Há interesse do lado de Portugal em promover a internacionalização das firmas através de parques industriais, como vimos no Porto, e há interesse nosso em trabalhar na exportação de couro, mas também do lado energético foi visível a necessidade de Moçambique continuar a atrair mais investimento", concluiu.
A Semana com Lusa

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