segunda-feira, 28 setembro 2026

Roubos ao erário público serão superiores se UNITA for Governo – MPLA

Job Capapinha, citado hoje pela Emissora Católica de Angola, afirmou que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975) “é a única esperança do povo” e que a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição) “não tem quadros capazes de governar Angola”.

“E, por isso reafirmo, para ficar claro: se o partido UNITA, por erro do povo, um dia for Governo neste país, os desvios ou os roubos do erário serão superiores aos que o MPLA está a combater”, disse Job Capapinha, também governador da província do Cuanza Sul.

"[Com a UNITA no poder] não haverá punições entre eles, porque vão dizer que chegou a nossa vez de recuperar o tempo perdido nas matas”, acusou o político.

Segundo o membro do comité central do MPLA, a UNITA “nunca teve, não tem e nunca terá um programa alternativo ao MPLA para governar Angola".

"Foi assim no passado, é assim no presente e será assim no futuro”, acrescentou.

“O MPLA é a única esperança do povo angolano”, referiu, tendo acusado a Rádio Ecclesia – Emissora Católica de Angola – de “comité de propaganda avançada” do partido fundado por Jonas Savimbi.

“A UNITA e o seu comité de propaganda avançada, a Rádio Ecclesia, não tem noção do que é governar, não sabem como se elabora e se gere um OGE [Orçamento Geral do Estado]”, afirmou.

Capapinha, que falava no fim de semana no município da Quibala no ato de lançamento das assembleias de balanço e renovação de mantados dos comités de ação do seu partido, rebateu ainda críticas sobre a sua governação.

Aos seus militantes, o político disse ainda que no Cuanza Sul os “opositores e detratores” do MPLA “têm sempre” o mesmo discurso: Só sabem que o MPLA já está há muitos anos no poder e deve sair para dar lugar à UNITA”.

“Só sabem dizer que o MPLA e o seu Governo são gatunos e que nunca terminam as obras e que quando as termina não duram, porque os governantes ficam com o dinheiro. Só sabem dizer que no Sumbe [capital da província] o povo só come poeira, porque o Capapinha roubou o dinheiro das obras da cidade”, rematou.

A governação de Job Capapinha que, nas vestes de governador do Cuanza Sul já assumiu publicamente ser um ativista político, tem sido alvo de várias críticas de políticos e da sociedade civil local, sobretudo devido à condição degradante das infraestruturas rodoviárias da capital da província.

A Semana com Lusa

1 de Abril de  2024

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 6 horas atrás

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jcf
23 dias atrás 23 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 5 horas atrás

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