segunda-feira, 05 outubro 2026

PR considera que o país está em condições de assumir a oficialização da língua materna

 

 

“Penso que no quadro dos 50 anos da nossa independência seria um grande prémio para o país oficializar plenamente a língua cabo-verdiana e introduzir a língua cabo-verdiana em todos os níveis do ensino para melhorar as aprendizagens das línguas e termos assim o acelerar do processo de transformação do nosso país", vincou.

José Maria neves assumiu esta posição em declarações aos jornalistas, à margem da sua participação no Fórum da Língua Materna Cabo-verdiana.

“Comecemos a ensinar a língua cabo-verdiana, isso é fundamental para melhor aprendemos as outras línguas, designadamente o próprio português, mas também o Inglês, o Francês e outras línguas que desejamos”, disse o Chefe de Estado, destacando que a valorização da língua materna se traduz na sua “plena oficialização” e na assunção plena do bilinguismo, isto é, as duas línguas oficiais, a cabo-verdiana e o português.

No entender do chefe do Estado, é preciso melhorar a qualidade de todo o sistema de ensino e de igual modo sofisticar o processo de formação e execução de políticas públicas e aceleração do processo de transformação sócio económica do país.
 

Conforme José Maria Neves, falta um consenso mais alargado, designadamente do Parlamento para dar esse passo.
 
“Penso que no quadro dos 50 anos da nossa independência seria um grande prémio para o país oficializar plenamente a língua cabo-verdiana e introduzir a língua cabo-verdiana em todos os níveis do ensino para melhorar as aprendizagens das línguas e termos assim o acelerar do processo de transformação do nosso país", vincou.
 
No fórum, organizado pela Associação da Língua Materna Cabo-verdiana, José Maria Neves abordou o processo da constituição das línguas oficiais, mostrando as dificuldades, os problemas que têm havido e outras experiências “muito positivas”, nomeadamente as da África do Sul, da Espanha, da experiência luxemburguesa no ensino das diferentes línguas.
 
Lembrou, no entanto, que em 1999 houve a revisão da Constituição, em que a proposta mais avançada era a do Grupo Parlamentar (GP) do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) que na altura sustentava o Governo, indicando ainda que a proposta do Movimento para a Democracia (MpD) era uma proposta mais tímida.

“E chegou-se ao entendimento, que ficou plasmado na Constituição de 1999, que não dava satisfação a todos, que era preciso ir mais além, mas fomos tomando medidas. A resolução de 2005, que acaba por provar uma estratégia para que a língua seja desenvolvida, a língua cabo-verdiana, e, também, já em 2009, a assunção do alfabeto unificado como alfabeto da língua cabo-verdiana. É claro que há mais estudos e trabalhos científicos que foram feitos e hoje estamos em condições de dar o passo e oficializar plenamente a língua materna”, concluiu.

A Semana com Inforpress

 

25 de fevereiro 2024

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Comentários

joão do rosário
28 dias atrás 17 horas atrás

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jcf
30 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
1 dias atrás

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