As peixeiras insistem em vender o pescado nas ruas alegando a necessidade de o mercado ser melhor sinalizado para levar os consumidores ao espaço, justificação que a autarquia considera “incompreensível” e estranha a atitude da classe que “sempre reclamou a construção do mercado”.
O vereador da Câmara Municipal do Porto Novo, que responde pelo desenvolvimento económico, Valter Silva, explicou que o mercado de peixe é uma infra-estrutura que as peixeiras sempre desejaram, razão pela qual considera “incompreensível” que este espaço não esteja a ser utilizado pelas vendedoras do pescado.
Conforme este vereador, está-se perante “um mercado moderno, bem equipado e que dá toda a dignidade às peixeiras” que, mesmo assim, preferem continuar a exercer a sua actividade nas ruas.
Por sua vez, o edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, recordou que as peixeiras sempre pediram a construção do mercado e não foi nada fácil mobilizar o financiamento, considerando que “poucos municípios em Cabo Verde têm um mercado tão moderno e bem equipado”.
Mas, mesmo assim, avançou, as peixeiras por razões que se desconhecem, preferem ocupar as ruas que ficam a apenas 30 metros do mercado.
Exorta ainda os consumidores para prescindir de comprar o pescado nas ruas, considerando que a venda de peixe nas ruas é a “pior solução” que se pode tomar.
O presidente da Associação dos Pescadores do Porto Novo, Atlermiro Neves, apelou às peixeiras para ocuparem o mercado, conferindo maior dignidade à sua actividade profissional e assegurando um produto de qualidade aos consumidores.
O mercado de peixe, com 28 bancas e equipamentos de frio, foi inaugurado em Setembro de 2022, representando um investimento de 21 mil contos co-financiado pela cooperação luxemburguesa e pelo Ministério do Mar.
A Semana com Inforpress

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