terça-feira, 29 setembro 2026

Brava: Condutores sem inspeção automóvel contestam permanência de apenas oito dias da equipa da ITAC

Vários condutores de viaturas particulares e de aluguer da Brava manifestaram hoje indignação por não conseguirem realizar a inspeção técnica automóvel, devido ao período de apenas oito dias úteis de permanência da equipa da ITAC na ilha. Dezenas de condutores procuraram a comunicação social para denunciar a situação, considerando que o tempo disponibilizado foi insuficiente para responder à procura existente na ilha, onde as inspeções são realizadas apenas de seis em seis meses. Em declarações à Inforpress, o condutor Celestino Ramos afirmou que a equipa da Inspecção Técnica Automóvel de Cabo Verde (ITAC) justificou o atraso no início dos trabalhos com o facto de a sua chegada ter coincidido com as festividades do município, período em que, segundo explicou, era difícil encontrar mecânicos disponíveis na ilha. Segundo o mesmo, as inspeções arrancaram apenas após as festividades, mas já foram encerradas, deixando dezenas de viaturas por inspecionar. "Na Brava existem apenas um ou dois mecânicos e, muitas vezes, as peças necessárias para reparar os veículos têm de ser encomendadas de outras ilhas. Em apenas oito dias úteis não há tempo suficiente para fazer as reparações e aguardar pela chegada das peças", afirmou. Celestino Ramos recordou ainda que em deslocações anteriores, a equipa da ITAC permanecia 15 dias na ilha, permitindo que um maior número de proprietários conseguisse cumprir a obrigatoriedade da inspeção. "Agora as inspeções já terminaram e só voltam daqui a seis meses. Muitos carros ficaram sem fazer o teste e não sabemos como vamos trabalhar, quando temos famílias para sustentar", lamentou, apelando às autoridades competentes para analisarem a situação. Também o proprietário de viaturas Ideal Louro manifestou o seu descontentamento, afirmando que permaneceu na fila desde as 05:30 sem conseguir realizar a inspeção. "Cheguei muito cedo e mesmo assim não consegui fazer a inspeção. Vi veículos que chegaram depois de mim serem atendidos, enquanto eu fiquei de fora. Dá a impressão de que estão a escolher quem faz a inspeção", declarou. O condutor reiterou que a realidade da ilha Brava exige uma permanência mais prolongada da equipa técnica, devido ao reduzido número de mecânicos existentes na ilha e à necessidade de importar peças de outras ilhas para efetuar as reparações exigidas. Os condutores presentes apelaram à intervenção das autoridades nacionais, defendendo que muitos dependem das suas viaturas para garantir o sustento das respetivas famílias e que não podem permanecer seis meses sem exercer a atividade. A Inforpress tentou declarações dos funcionários da ITAC que se encontravam na ilha, mas estes informaram que não estavam autorizados a prestar declarações sobre o assunto. A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 20 horas atrás

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jcf
24 dias atrás 12 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 19 horas atrás

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