terça-feira, 29 setembro 2026

Netanyahu diz que guerra na região "nunca vai acabar" e "Israel está mais forte do que nunca"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na noite de terça-feira (30 de junho) no programa "Patriotas" do canal de televisão de direita 14, que a guerra no Médio Oriente "nunca vai acabar" e que "Israel está mais forte do que nunca". "Queres viver no Médio Oriente e no mundo? Então tens de ser muito forte. E Israel está mais forte do que nunca", afirmou Benjamin Netanyahu. A poucos meses de Israel realizar eleições legislativas, o primeiro-ministro fez um balanço do seu sexto mandato ao perguntar a um jornalista: "O que me terias respondido a 7 de outubro [de 2023] se eu te dissesse que hoje teríamos eliminado [Mohamed] Deif, [Mohamed] Sinuar, [Ismail] Haniyeh, [Hasán] Nasrala e toda a cúpula do Hezbollah (...), que controlaríamos quase 70% do território de Gaza, que teríamos zonas de segurança no coração do Líbano, (...) na Síria (...) e que quebraríamos o medo (...) de atacar o Irão?". O primeiro-ministro, que na manhã de terça-feira visitou as tropas israelitas que operam em território libanês, disse que o Exército está a encontrar soluções para conter os drones expansivos do Hezbollah: "Estamos a agir com muita firmeza neste momento contra os drones, desenvolvendo tecnologias que não se veem em mais nenhum lugar do mundo". Quatro dias depois de Israel e o governo libanês terem assinado um acordo mediado pelos Estados Unidos que não obriga as tropas israelitas a retirarem-se dos territórios ocupados após meses de ataques mortais, Netanyahu comentou orgulhosamente: "A nossa política é de paz através da força, em contraste com a política dos nossos adversários, que é uma capitulação desde a fraqueza. Vê as nossas condições no acordo com o Líbano e vê as deles". A propósito de um sétimo mandato, Netanyahu disse "quero um governo de coligação de ampla base. Quando se enfrenta grandes desafios e grandes oportunidades, é preciso alargar o apoio", antes de dar as boas-vindas a qualquer partido que aceite um princípio "claro": que Israel é "o Estado-nação do povo judeu." "Aqui não será criado um Estado palestiniano", sublinhou. Relativamente ao seu julgamento, declarou-se vítima de uma "caça às bruxas política" e afirmou que combinar ir a tribunal com a guerra tem sido "desumano". O chefe do Executivo israelita defendeu a continuação do plano de reforma judicial, que descreveu como "necessário". Entre os objetivos da guerra, além de garantir que o Irão não terá armas nucleares, afirmou que está prestes a acabar com o governo do Hamas em Gaza. "Vamos lá chegar, ainda há trabalho a fazer. As eliminações dos participantes de 7 de outubro estão constantemente a ser realizadas; Há soldados lá para acabar com todos. Na minha opinião, já eliminámos todos os arquitetos", frisou. O primeiro-ministro israelita preferiu não responder à questão de se pretende restabelecer colonatos judaicos na Faixa de Gaza. Referindo-se a possíveis próximas frentes para Israel, disse: "É preciso perceber que, quando uma força declina, surge outra." O que está a acontecer na Turquia é consequência do declínio do poder do Irão. O Irão é o eixo principal do extremismo e a Turquia é, por sua vez, o bastião dos Irmãos Muçulmanos extremistas que querem destruir Israel e recuperar Jerusalém, defendeu. Netanyahu acrescentou que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, "esqueceu-se de que os quatrocentos anos de domínio do Império Otomano chegaram ao fim. Hoje em dia há aqui um Estado forte, chama-se Israel, há um Exército de Defesa de Israel, há um povo em Israel e há um Governo em Israel, e mais vale que se acalme". "Não vamos permitir que ninguém ameace a nossa existência, que ameace a nossa segurança, e penso que mostramos do que somos capazes", sublinhou. A nova força no Médio Oriente "tem de ser Israel", afirmou Netanyahu, para o que disse querer deixar de depender da ajuda norte-americana através de uma "redução gradual ao longo de dez anos".     A Semana com DN/Lusa

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 20 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
24 dias atrás 12 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
26 dias atrás 19 horas atrás

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