terça-feira, 29 setembro 2026

MpD/Eleições Internas: Orlando Dias pede a candidatos que reconsiderem candidatura e defende que líder deve ser deputado

O candidato aconselhou igualmente Luís Filipe Tavares a retirar a candidatura, alegando que, após 13 anos como vice-presidente do partido, dificilmente conseguirá representar uma proposta de renovação para o MpD.

Em entrevista à Rádio de Cabo Verde (RCV), Orlando Dias sustentou que está melhor posicionado para assumir a presidência do maior partido da oposição, argumentando que os outros candidatos não possuem assento parlamentar, o que, na sua perspectiva, dificulta o exercício da liderança política e o confronto directo com o executivo.

“Os outros candidatos para a liderança do MpD nem sequer são deputados. Como é que vão fazer o debate parlamentar com o líder do Governo no parlamento”, questionou, referindo-se aos candidatos Herménio Fernandes, Paulo Veiga e Luís Filipe Tavares.

Segundo o candidato, o partido atravessa uma fase que exige prioridade à reorganização interna e não uma disputa acentuada pela liderança. 

Neste sentido, defendeu a escolha de um dirigente focado na reestruturação do MpD, no reforço da militância e na preparação das próximas eleições autárquicas.

“Devemos ter uma liderança que não pretenda ser primeiro-ministro, mas que tenha como objectivo organizar o partido, estruturar o partido, recensear novos militantes e trabalhar para um bom resultado nas eleições autárquicas”, afirmou.

Orlando Dias propôs que, concluída esta fase de reorganização, o MpD realize uma nova convenção em 2029, altura em que os actuais candidatos mais jovens poderão voltar a posicionar-se para disputar a liderança.

O candidato aconselhou igualmente Luís Filipe Tavares a retirar a candidatura, alegando que, após 13 anos como vice-presidente do partido, dificilmente conseguirá representar uma proposta de renovação para o MpD.

Revelou estar a promover contactos com os restantes candidatos no sentido de construir consensos internos. Disse já ter conversado com Paulo Veiga e manifestou disponibilidade para dialogar com Herménio Fernandes e Luís Filipe Tavares.

“Estou a trabalhar para que haja um consenso, para que racionalmente pensemos o partido e percebamos que, nesta fase, o MpD precisa de ser reorganizado”, apontou.

Para Dias, a ausência de representação parlamentar dos seus adversários constitui uma limitação política relevante, questionando de que forma poderão exercer a oposição e afirmar-se como líderes partidários fora do Parlamento.

“Como não têm espaço parlamentar, como é que vão promover-se enquanto líderes? Vão fazer oposição na televisão, na rádio, na rua, nos bairros”, voltou a questionar.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 23 horas atrás

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jcf
24 dias atrás 16 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 22 horas atrás

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